11 de fevereiro de 2010

Converssa franca com alguém que tenta me conquistar pelo MSN

Graco Alves diz:
eu sou um cara de 31 anos
moro só já há mais de 6 anos
moro só por querer e gostar de ter conquistado minha liberdade e privacidade
me dou muito bem com minha família
eles sabem sobre minha postura sexual
eu trabalho muito para poder ter minha vida e independência
sou artista e se isso for motivo de algum preconceito saiba que a minha profissão é muito importante para mim.
atualmente to terminando faculdade de artes cênicas
trabalho meio turno em um ong
moro só em uma kitnet no centro da cidade, de quarto cozinha e banheiro
sou um cara simples
nao gosto de snobismos
mas tambem sei que sou um cara culto e de bom gosto
sou humilde porém não simplório
quero muito um relacionamento presencial e vigoroso onde me sinta amparado pelo coração
não procuro marido rico, nem fazer turismo sentimental
tenho receios em relação a distâncias pois sou muito de pele e de olho no olho
sou sério mas tambem tenho muito bom humor gosto de me divertir e dar boas risadas
gosto de cozinhar e sou muito carinhoso
tambem sou ciumento mas não sou barraqueiro
FULANO DIZ:
FOFOOOOOOOO
MAS TE GARANTO QUE SE COTINUARMOS ASSIM TUDO PODE ACONTECER ETRE NÓS
TUDO
Graco Alves diz:
tento viver com uma renda de um salário e isso ainda não é o suficiente para que eu tenha a vida que eu quero
FULANO DIZ:
VC MEXE DEMAIS COMIGO E ISSO E BOM
VERDADE
ESTA CERTO
Graco Alves diz:
mas tem me bastado para o necessário, e me sinto digno por conta disso
sou um lutador e quero mais, tenho meus sonhos
desculpe ter escrito tudo isso assim dessa forma
mas não gosto de perder tempo.

5 de janeiro de 2010

Depois de uma estreia recebi a seguinte "crítica". Logo a baixo segue a minha resposta. Graco Alves


Quando eu penso que ví de tudo nessa vida de dança... ainda há espaço para sentir aquele vermelhão sem graça na cara... efeito típico de quem sente vergonha de tanta ridicularidade...
Pessoal!
Um certo amigo meu da dança cearence me chamou para assistir o balé da Cia. Jane Ruth, intilulado: CALIFON ou Universo Feminino

Meu Deus!!!
Que abobrinha de pesquisa! Uma loucura, como uma pessoa pode ter tanta coragem de se expor tão ridiculamente?
Além de uma pesquisa confusa, ou seja eu não sabia se era um trabalho que ressaltava o conceito de vida da mulher, no âmbito geral .... ou se era um Show Sensual de "Striper" com direito a dublagem de Ádma Shiva(artista transformista da noite na Divine)...
Com tatos desencontros fui tentar observar a parte técnica, e foi aí que percebi que o "engodo" era maior do que eu pensava...
Bailarinas Gordissimas, fora de forma, sem contar com a própria fílha...
Há um despreparo muito Grande neste tipo de produção, como será que as pessoas lá fora veêm a Dança Contemporâne cearence?... são trabalhos como este que apontam fragilidades e o amadorismo disfarçado em cima de tanto Marketing na qual a Diretora desta compania faz...
O que penso é talento e sucesso são receitas que acontecem espontaneamente... mas isso quando se desenvolve sem pressa de querer chegar a ser uma coisa que não é...

Ass: Comentário Critico
Este tipo de comentário, tão cheio de amargura e ao mesmo tempo, vazio de sentidos estéticos, deve a princípio merecer aplausos, pois que assim o fez tem que ter coragem de se desnudar dessa forma, pois escrever tão veementemente assim requer coragem, na força da raiva, com certeza não percebeu a enxurrada de equívocos que cometeu, que vou enumerar a priori:

· Faltou o exercício da ÉTICA:

Ética é uma palavra de origem grega, com duas origens possíveis. A primeira é a palavra grega éthos, com e curto, que pode ser traduzida por costume, a segunda também se escreve éthos, porém com e longo, que significa propriedade do caráter. A primeira é a que serviu de base para a tradução latina Moral, enquanto que a segunda é a que, de alguma forma, orienta a utilização atual que damos a palavra Ética.

· Faltou também uma revisão básica em algumas palavras e isso se chama ERRO ORTOGRÁFICO primário:

A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da língua.

Exemplo 1: cearenCe onde o correto seria cearenSe

ce.a.ren.se dois gêneros, natural ou habitante do Estado do Ceará, Brasil.

Exemlo 2: companIa onde o correto seria companHIa

Com.pa.nhia é um conjunto organizado de meios com vista a exercer uma atividade particular, pública, ou mista, que produz e oferece bens e/ou serviços, com o objetivo de atender a alguma necessidade humana.

No mais a quem interessar possa, leia o mesmo texto dessa alma afoita, que agora no fim do ano precisa e muito de orações e muitos abraços, pois só assim este coração se abrandará.

Particularmente, não acredito que algo mais deva ser mencionado quanto a este triste email, mas em relação ao trabalho falado o Califon – Universo Feminino, foi responsavelmente pesquisado, montado e apresentado neste fim de ano como um EXERCÍCIO PÚBLICO, tanto que nem cartazes tivemos, muito menos foi cobrada a entrada, que com certeza este jovem entrou sem pagar, já que foi a convite de um amigo, e que ponho até em dúvida essa amizade, pois amizades e covardia são coisas que não combinam.

Quando alguém fala que já viu de tudo na vida pressupõe-se uma imensa experiência de vida e proporcionalmente de vida profissional, no caso aqui a pessoa assumidamente covarde, por não expor seu nome, e por vulgarizar o sentido ideal que a crítica de dança tem, que é de fundamentar, questionar e até mesmo elevar a reflexão sobre escolhas técnicas e estéticas.

Continuarei pontuando baseado no “texto “crítico” ”.

Califon não tenta, nem quer mostrar a mulher em sua plenitude, até por que esse mote desvela, um zilhão de possibilidades criativas, pois a mulher, é um ser tão infinitamente isnpirador que é impossivel reduzi-la em um trabalho de quarenta minutos, mas no nosso caso, as nossas bailarinas, neste “texto “crítico”” chamadas de gordíssimas, foram fonte direta e integral da e na pesquisa, já sobre estarem acima do peso, questiono, então que mulher é essa que so se padroniza nos moldes das passarelas, entãoq quer dizer que para ser mulher tem que ser magra?, ou por ser bailarina não pode ser gorada? Onde está de fato a liberdade que a dança contemporânea nos permite ter? Pois o autor que vos fala (Graco Alves) pesa 120 quilos e entra aqui em defesa direta em relação a esse dogmas provincianos em relação ao exercício da dança, não estamos representando fadas nem cisnes e sim mulheres de carne e osso que são mães, amantes, que lutam e trabalham.

Outro ponto que vejo um infeliz recalque é quando se refere a presença do Jovem artista Julio César que é acima de tudo um bailarino de renome e que dentro das nossas atividades exerce outra função de ensaiador além de bailarino. Continuo perguntando, e por que não a presença dele como transformista, função artística que ele também exerce profissionalmente e de grande qualidade também, vejo aí também um preconceito extremamente baseado na cegueira da ignorância e do distanciamento, mais uma manifestação provinciana do “”””crítico”””, para que de uma forma ou de outra seja visto ou seja lido, pois não sei ele quanto artista, mas o BCAD e a Companhia de Dança Janne Ruth (coreógrafa, bailarina, marqueteira sim, mãe e mulher)... Então como dizia, esse grupo já participou de vários projetos na cidade com destaque reconhecido de platéia e de qualidade técnica, fora as tournées norte e nordeste, pelo interior do estado e Internacionais, ou seja nós não perdemos tempo execrando o trabalho alheio, nós trabalhamos e muito duro pois esses resultados não vão só para os palcos, e sim para toda a comunidade da Bela Vista, Mucuripe, e São Gerardo, bairros estes atendidos pelo nosso projeto social, perfazendo um total de 400 crianças e jovens, acredito que quando esta pessoa viu o califon, com certeza não chegou mais cedo para ver o nosso espetáculo que lindamente aconteceu no dia 16 de dezembro no Theatro José de Alencar, com platéia esgotada (lotada) para essas 400 crianças terem seus sonhos realizados através da dança.
Quero também deixar bem claro aqui, que o BCAD e Cia. Da Dança Janne Ruth, estão sempre de portas abertas, para visitas, para troca de experiências, pois acreditamos que isso sim engrandece o trabalho artístico local e os processos de formação dos profissionais na cidade.
Graco Alves

3 de dezembro de 2009

Do bom e do melhor

Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
O bom, não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários. Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência? Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"? Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe..
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo.
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer. Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?

Texto de Leila Ferreira

Copiado descaradamente do email.

30 de novembro de 2009

Matemática interessante

Vejam só que como a matemática é interessante...
Maio de 2009.
Numa cidade litorânea do RS, muito frio e mar agitado, a cidade parece deserta... Os habitantes, endividados e vivendo à custa de crédito. Por sorte, chega um viajante rico e entra num pequeno hotel.
O mesmo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o viajante vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
Este, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo o que lhe devia.
O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar uma dívida antiga com ele.
O veterinário, com a nota em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (Em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito!).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, e paga a conta.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta, agradece, mas diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive sem dívidas e começa a ver o futuro com confiança!

MORAL DA HISTÓRIA: Quando o dinheiro circula, não há crise!

Texto de José Aurelio Rocha Sartini.


(copiado descaradamente de norrivalduarte.blogspot.com/)

18 de maio de 2009

POIS QUE VENHA A PRIMA VERA

Entre papos, furados, baseados, embaçados, uma cortina de palavras, cheia de planos que nela escorrem, uma noite para receber o dia, o primeiro dia, dela, a PRIMA VERA, tão meiga, tão amiga, tão afetiva, festejada até, motivo para rever todos os entes, os dentes, entre os dentes, sorrisos cigarros, coisas bem vindas a vinda na vida dela, a vinda da primavera, vestido verde, entre uma alça e outra, seios fartos, fartos da ciência sem a diversão.
Sem essa de exatidão, dissemos basta ao velho retorno do mesmo encontro, quando decidimos colocar os rabiscos das paredes da menina, no papel do louco careca.
E aí vamos nós....
Colocamos nossas fartas coxas sobre a nossa vassoura de cravo, canela e ervas, finas doces, prensadas, apertadas, fumadas e bom....
Que assim seja que venha essa tal de PRIMA VERA, que seja de fato de vera tudo o que ela tem de bom, junto com as flores, odores, primores.
Nada mais quero além disso, dizem que é tempo de amores, rumores, romances, QUE ASSIM SEJA.
Alguém aí por favor diz amém por mim!
Agora nada posso falar, estou a flores cheirar.
Igualzinha a mim,
Ela quer que sai assim...
De uma hora pra outra a ferro e fogo
Não tem fórceps que arranca as palavras de dentro da gente não
Só um sim ou um não
Sai a força, na força do pensamento
A baixinha assim de letrina em letrinha
Me constrói, me destrói
Até remói
Me ensina a ler os olhos das palavras dos outros
Crisca, cisca, rabisca meu ler, desaprender
Vive doida me pedindo um matrimônio
O ideal seria, o elefante e a formiguinha
E alguém imagina essa história?
É o fim, de mim só espremi essa laranja
Do bagaço que sou eu, me mostrei assim
Que em um dia se projetou em palavras


(para a Baixinha que amo adoro e venero desço do meu estatus de blefador metido a inteligente e te dedico essas letras organizadas)
Graco Alves

Poema da Raiva

Puta que pariu, a mãe de quem?
O cu de quem?
Caralho, porra, não definem o que eu tenho vontade de fazer
Arrancar osso por osso dente por dente na base do chicote
Palavra azeda por palavra azeda
Um ai que ódio
É discreto diante de tudo o que quero fazer
Sádico? Não
Masoquista? menos ainda
Mas o suficiente para esfolar os pelos da alma mesquinha de quem me cutuca com vara curta por traz.
To uma fera, unhas feitas, pintadas, de vermelho e roxo, roxo tom hematoma.
Um chicote de pregos enferrujados, todos na ponta da língua
Para decepar o dedo mínimo só pra doer devagarinho.
"O homem dos meus sonhos tem que ter qualquer coisa de menino maluquinho, de caçador diante da presa, de amigo nas horas difíceis, de amante à moda antiga, de poetinha apaixonado. Quixote enfrentando moinhos, Einstein na inteligência, e Gandhi na sabedoria. Mas, se nada disso tiver... só tem que ser alguém que: toque a minha alma, e eu a sua; compartilhe meus sonhos, as minhas alegrias, e minhas tristezas.
Que ame a vida, o sorriso de uma criança, um dia de sol. Que goste de chupar "manga no pé ", tomar fanta uva de canudinho, que saiba fazer pipoca doce, sorvete na praia, caipirinha no almoço, um vinho à luz de velas. Que se emocione com " Un-Break My Heart ", ou com as "Quatro estações " de Vivaldi. Com uma noite de luar, uma madrugada de chuva, uma caminhada a tardinha na praia. Que tenha arrepios com Hitchcok, que chore com ghost, que se divirta com os Simpsons, e que ache o máximo assistir a sessão desenhos num domingo de manhã. Um homem que queira fazer amor, a qualquer hora, em qualquer lugar. Que na hora do amor, viva as minhas e as suas fantasias; que me queira como amante, e... que seja "meu homem". Que quando estivermos juntos, o seu gozo seja o meu, o seu desejo... meu começo, meio e fim. Que depois do amor, durma em meus braços... Sabendo que pertencemos um ao outro. E... que hoje, será sempre o primeiro dia do resto de nossas vidas. Sabendo que o amor " não é imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure. "
Ah ! E que nunca esqueça de dizer EU TE AMO!!!