De igual pra igual meu coração hoje está uma tsunami
Uma revolta, uma Ré e uma volta
Mil voltas de tantas voltas que essa vida louca breve me dá
Uma volta, volta e meia me humilha, me arremete lá pra cima
Constrói-me o orgulho, mas o bolso em retalhos no que me parece uma eterna recostura
Pede ali pede aqui, liga desliga-me.
Ai que ódio desta minha incapacidade
Vai depender da minha capacidade
Da minha capacidade de raciocínio em me poupar
Ai me poupe!
Não sei poupar...
Agora pode contradição maior? Pagar todas as contas, até a farmácia, ai meus sais, ai meus remédinhos... únicos verdadeirinhos, sim por que são os mais fortes, até mais fortes que eu, me derrubam logo, sono lento, sonolento.
Tudo hoje decidiu sair assim pela culatra.
Um ralo, um ralo a minha cara! Um ralo na minha cara, um ralo minha cara!
Turbilhão às avessas, raiva e mar revolto.
Tiro o cu dos outros da reta mas quem tira o meu? EU? EU!
Pois é Eu se phudEU...
Este diário internautico, serve de descaminho para manutenção dos pensamentos alheios, meus e de quem quiser.
18 de maio de 2009
Querido escritor Mário Quinatana,
O primeiro poema teu que li foi aquele da chuva, mas não foi agora na quarta série, não, foi na segunda, e eu estudava em outra sala. É bom de ouvir, gostei um monte. Mas, tem uma coisa: você tem mesmo certeza que a chuva faz pirulilin.. lulin.. lulin? Parei pra ouvir a chuva no meu telhado e parece que não faz. Vai ver é por causa do tipo de telhado. Ou se não, é porque é chuva de poema. A Léia disse que você é um poeta-passarinho, então vai ver que, em telhdo de poeta-passarinho, a chuva faz pirulin... lulin... lulin...lulin. ..
Sabe os poemas em que você fala de vento? Esses eu gostei mais ou menos. Não é por causa dos poemas não, é porque não me dou bem com dia de vento. Quando aconteceram certas coisas na minha vida, tipo o dia que a polícia levou o meu pai, o dia que o meu tio morreu, o dia que os bandidos mataram o pai da Luti, tava ventando.
Você fala "do vento que anda perdido pelas ruas da cidade". Pode ser que o vento que caiu justo no dia desses acontecimentos ruins da minha vida tenha se perdido também. Lembro dessas coisas sinistras mesmo sem o vento, mas quando cai vento a lembrança fica lembrada demais, e parece que tudo acontece de novo ali na minha frente.
Falei pra Luti: ah! eu queria morar numa ruazinha igual aquela do poema do Mário Quintana, que começa assim: "dorme, ruazinha, é tudo escuro", mas aquela é rua de poema! A luti vive querendo virar tudo que é de sonho em coisa de verdade e diz que a nossa rua ainda vai ser tranquila, sem tiroteio e outras coisas tristes, e dá um monte de idéias pra gente conseguir isso. Não falo quais as idéias que se não a carta vai ficar muito comprida e você vai se cansar de ler.
Eu não tô achando um jeito legal de terminar a carta, então termino mandando um monte de beijos, um beijo pra cada poema que você escreveu.
De seu leitor
Breno de Oliveira 12 anos"
Sabe os poemas em que você fala de vento? Esses eu gostei mais ou menos. Não é por causa dos poemas não, é porque não me dou bem com dia de vento. Quando aconteceram certas coisas na minha vida, tipo o dia que a polícia levou o meu pai, o dia que o meu tio morreu, o dia que os bandidos mataram o pai da Luti, tava ventando.
Você fala "do vento que anda perdido pelas ruas da cidade". Pode ser que o vento que caiu justo no dia desses acontecimentos ruins da minha vida tenha se perdido também. Lembro dessas coisas sinistras mesmo sem o vento, mas quando cai vento a lembrança fica lembrada demais, e parece que tudo acontece de novo ali na minha frente.
Falei pra Luti: ah! eu queria morar numa ruazinha igual aquela do poema do Mário Quintana, que começa assim: "dorme, ruazinha, é tudo escuro", mas aquela é rua de poema! A luti vive querendo virar tudo que é de sonho em coisa de verdade e diz que a nossa rua ainda vai ser tranquila, sem tiroteio e outras coisas tristes, e dá um monte de idéias pra gente conseguir isso. Não falo quais as idéias que se não a carta vai ficar muito comprida e você vai se cansar de ler.
Eu não tô achando um jeito legal de terminar a carta, então termino mandando um monte de beijos, um beijo pra cada poema que você escreveu.
De seu leitor
Breno de Oliveira 12 anos"
22:35 em ponto de bala.
Nem sei por onde começar, levar um fora em menos de quinze dias, não sei se de fato isso é bom ou é ruim, havia tempos que nem foras eu levava, também não sei com quantos lados positivos devo avaliar esses episódios “isolados” da minha vida.
De certo que estou é com raiva muita raiva, o primeiro grifava na minha cara a palavra amizade como se eu não estivesse pronto para o NÃO.
Não, não estou e de certo nunca estarei.
O segundo me diz que NÃO, e vai, e eu de Amélia acreditei, pois ali estava ele passando por mim e eu me congelando, cortei até o assunto que tão empolgadamente tecia entre dois amigos (detalhe para os amigos de alianças, prata que só agora o brilho me dói o astigmatismo da alma).
Sou e estou entre a raiva o ódio, arrependimento, esfriamento, destruidor das minhas expectativas, ai meu Deus e eu que havia me prometido de não criá-las, expectativas! RA RA RA.
Às favas com as expectativas, também sou humano e quero ser amado por isso me dou tão bem com elas, a expectativa.
Pois é voltando ao segundo que me deixa mais furioso ainda, ai meus sais, meus açucares, mel então, nem se fala.
Nem sei fico me culpando me orgulhando me ferindo praticamente um São Sebastião crivado de flechas mandadas pelo meu próprio cupido.
Pois bem o primeiro, ou o segundo, muito menos o terceiro ou quantos sejam todos vocês, toda essa progressão aritmética, pois que cresça, some-se aos tantos outros que virão pois sou eu o dono da borracha que apaga os nomes e números de telefone dessa lista da expectativa, mas também sou eu o dono do lápis que reescreve em mim essa história.
E a famosa frase... Foram felizes para sempre... Meu bem, ainda não aconteceu, por que o belo aqui não adormece no ponto, muito menos se deixa devorar pelo lobo.
Que venham todos os príncipes, senhores, estudantes, professores, mestres, palhaços e sacristãos.
Aqui estou acompanhado dela, a minha sempre presente companheira.
ExpectATIVA.
De certo que estou é com raiva muita raiva, o primeiro grifava na minha cara a palavra amizade como se eu não estivesse pronto para o NÃO.
Não, não estou e de certo nunca estarei.
O segundo me diz que NÃO, e vai, e eu de Amélia acreditei, pois ali estava ele passando por mim e eu me congelando, cortei até o assunto que tão empolgadamente tecia entre dois amigos (detalhe para os amigos de alianças, prata que só agora o brilho me dói o astigmatismo da alma).
Sou e estou entre a raiva o ódio, arrependimento, esfriamento, destruidor das minhas expectativas, ai meu Deus e eu que havia me prometido de não criá-las, expectativas! RA RA RA.
Às favas com as expectativas, também sou humano e quero ser amado por isso me dou tão bem com elas, a expectativa.
Pois é voltando ao segundo que me deixa mais furioso ainda, ai meus sais, meus açucares, mel então, nem se fala.
Nem sei fico me culpando me orgulhando me ferindo praticamente um São Sebastião crivado de flechas mandadas pelo meu próprio cupido.
Pois bem o primeiro, ou o segundo, muito menos o terceiro ou quantos sejam todos vocês, toda essa progressão aritmética, pois que cresça, some-se aos tantos outros que virão pois sou eu o dono da borracha que apaga os nomes e números de telefone dessa lista da expectativa, mas também sou eu o dono do lápis que reescreve em mim essa história.
E a famosa frase... Foram felizes para sempre... Meu bem, ainda não aconteceu, por que o belo aqui não adormece no ponto, muito menos se deixa devorar pelo lobo.
Que venham todos os príncipes, senhores, estudantes, professores, mestres, palhaços e sacristãos.
Aqui estou acompanhado dela, a minha sempre presente companheira.
ExpectATIVA.
8 de maio de 2009
Como?
Como se fala com uma pessoa que não te ouve?
Como dizer a alguém que só ouve a própria voz que você também está sofrendo?
Como argumentar com alguém que se acha dono da verdade?
Como agir com uma pessoa que fala o que lhe vem à cabeça, sem pensar, sem medir... como se você fosse desprovida de sentimentos... como se você existisse apenas para ouvir, aceitar, obedecer...
Também tenho sangue nas veias... e ele até é quente e vermelho...
Também sinto...
O que me segura é o medo de magoar...
Apesar de tudo, não quero machucar ninguém deliberadamente... mas não quero mais ser machucada dia após dia... aguentando em silêncio até o limite do suportável...
Não quero mais viver de explosões... não quero mais ouvir e/ou dizer palavras negativas...
Quero uma vida de paz... uma vida tranquila...
Quero reconhecimento, gratidão, consideração...
Como?
Como dizer a alguém que só ouve a própria voz que você também está sofrendo?
Como argumentar com alguém que se acha dono da verdade?
Como agir com uma pessoa que fala o que lhe vem à cabeça, sem pensar, sem medir... como se você fosse desprovida de sentimentos... como se você existisse apenas para ouvir, aceitar, obedecer...
Também tenho sangue nas veias... e ele até é quente e vermelho...
Também sinto...
O que me segura é o medo de magoar...
Apesar de tudo, não quero machucar ninguém deliberadamente... mas não quero mais ser machucada dia após dia... aguentando em silêncio até o limite do suportável...
Não quero mais viver de explosões... não quero mais ouvir e/ou dizer palavras negativas...
Quero uma vida de paz... uma vida tranquila...
Quero reconhecimento, gratidão, consideração...
Como?
7 de maio de 2009
10 motivos loucos por que nos amanos...
De Graco para Cris
1 compra 4 quilos de feijão com quiabo verde só para ajudar
2 ama e desama das formas mais inteligentes como um homem jamais seria
3 é o meio quilo de mulher mais mignon e mais filé que conheço
4 me pertenço a ti muito mais do que a minha mãe
5 me colhe as letras de palmeiras que não vejo florescer poesia alguma
6 adora ganhar presentes seguidos de interjeições guturais grosseiras
7 acha que esses sons guturais são frases completas de amor
8 fecha os feitiços que lança em mim com ares de enigma
9 me chinga de inginorante, me embriaga e ainda diz q me ama
10 aposta corrida de poesia comigo, mal sabendo ela que já está quilômetros a frente.
De Cris para Graco
1 Sou preguiçosa: ia dar um trabalho danado procurar razões pra não amar;
2 Os teus defeitos estão na cara: umas marquinhas de acne saem no photoshop;
3 Sempre que penso em alguém de coração maior que a barriga, teu rosto me vem à mente;
4 Você consegue ser engraçado sem ser ridículo;
5 Você nunca desvia ou baixa os olhos quando fala comigo; olha de frente;
6 Você me conta coisas mais constrangedoras do seu cotidiano, sem medo de bancar o tolo diante de quem te ama;
7 Você me confia tolices, sonhos, inseguranças, o que significa que posso fazer o mesmo sem medo de ser sacaneada;
8 Você não zomba das minhas idiotices; ri comigo, mas não ri de mim, e tem um sorriso arrasador;
9 Nossas pequenas discussões sempre acabam em gargalhadas;
10 Você mente pra me agradar, e eu finjo que acredito pra não te aborrecer.
1 compra 4 quilos de feijão com quiabo verde só para ajudar
2 ama e desama das formas mais inteligentes como um homem jamais seria
3 é o meio quilo de mulher mais mignon e mais filé que conheço
4 me pertenço a ti muito mais do que a minha mãe
5 me colhe as letras de palmeiras que não vejo florescer poesia alguma
6 adora ganhar presentes seguidos de interjeições guturais grosseiras
7 acha que esses sons guturais são frases completas de amor
8 fecha os feitiços que lança em mim com ares de enigma
9 me chinga de inginorante, me embriaga e ainda diz q me ama
10 aposta corrida de poesia comigo, mal sabendo ela que já está quilômetros a frente.
De Cris para Graco
1 Sou preguiçosa: ia dar um trabalho danado procurar razões pra não amar;
2 Os teus defeitos estão na cara: umas marquinhas de acne saem no photoshop;
3 Sempre que penso em alguém de coração maior que a barriga, teu rosto me vem à mente;
4 Você consegue ser engraçado sem ser ridículo;
5 Você nunca desvia ou baixa os olhos quando fala comigo; olha de frente;
6 Você me conta coisas mais constrangedoras do seu cotidiano, sem medo de bancar o tolo diante de quem te ama;
7 Você me confia tolices, sonhos, inseguranças, o que significa que posso fazer o mesmo sem medo de ser sacaneada;
8 Você não zomba das minhas idiotices; ri comigo, mas não ri de mim, e tem um sorriso arrasador;
9 Nossas pequenas discussões sempre acabam em gargalhadas;
10 Você mente pra me agradar, e eu finjo que acredito pra não te aborrecer.
A minha mãe Maria Cheia de Graça
Sabemos que não estamos sozinhos no Universo. Desde que os primeiros seres humanos pisaram este planeta, nas várias partes da Terra, sabemos que não somos fruto do Acaso, mas filhos de um Ser Supremo. Não importa o nome que a gente dê a ele, Buda, Khrishna, Jeová, Alah, ou simplesmente Deus, importa é que ele existe e cuida de nós, e sempre quer o melhor pra nós. Por isto criou tudo o que existe, inclusive os Anjos. Entre esses anjos, alguns têm a missão mais sagrada, que é a de gerar novas vidas e cuidar dessas vidas, com amor incondicional. São as mães. Eu fui “sorteado” com o melhor desses Anjos. Não digo anja, porque todo mundo sabe, anjo não tem sexo. E o meu Anjo, até pelo nome, é cheio de Graça. Graça terrena, mas também graça divina. Não é fácil cuidar de tantos filhos de deus, e incutir na mente e no coração deles as graças que recebeu. Minha mãe conseguiu, e consegue, todo dia, ser digna da bênção que deus lhe deu, de ser mãe. Tudo que eu sei, e sou, devo primeiro a Deus, depois a Dona Graça, e podem até me chamar de príncipe, porque afinal de contas ela veio de outra Maria, que era dos Reis... então.. neto de Rei... é príncipe, não é? Mas vocês podem pensar: o que ele sabe? Sei o mais importante:
Que sou filho de deus, e por isso não tenho medo dele, tenho amor e respeito, porque foi assim que Dona Graça me ensinou. Sei que devo amar ao próximo como irmão, porque viemos do mesmo Pai; e não preciso sair pulando e gritando aos quatro ventos o nome dele em vão, mas falar ao meu pai em segredo, do fundo do meu coração, que ele me ouve, e que a minha mão esquerda não saiba o que a mão direta faz. Pra mim, é nisso que se resume – como dizem – a Lei e os Profetas. Trabalho com alegria, levando alegria aos outros, não importa a cor, a raça, o lugar aonde nasceram, se são ricos, pobres, importantes ou gente simples, qual a religião deles. Levo Alegria às pessoas. E se tenho alegria de viver e pra dar aos outros, é muito por causa do amor que recebi em casa. Isso, não tem preço. Muito obrigado, Dona Graça, Deus lhe dê saúde e muitos anos de vida.
Que sou filho de deus, e por isso não tenho medo dele, tenho amor e respeito, porque foi assim que Dona Graça me ensinou. Sei que devo amar ao próximo como irmão, porque viemos do mesmo Pai; e não preciso sair pulando e gritando aos quatro ventos o nome dele em vão, mas falar ao meu pai em segredo, do fundo do meu coração, que ele me ouve, e que a minha mão esquerda não saiba o que a mão direta faz. Pra mim, é nisso que se resume – como dizem – a Lei e os Profetas. Trabalho com alegria, levando alegria aos outros, não importa a cor, a raça, o lugar aonde nasceram, se são ricos, pobres, importantes ou gente simples, qual a religião deles. Levo Alegria às pessoas. E se tenho alegria de viver e pra dar aos outros, é muito por causa do amor que recebi em casa. Isso, não tem preço. Muito obrigado, Dona Graça, Deus lhe dê saúde e muitos anos de vida.
5 de maio de 2009
Sim e Não
NÃO – Eu não mereço.
NÃO – Eu não vou desistir.
SIM – Eu vou me libertar.
SIM – Eu estou puta da vida.
SIM – Eu vou planejar.
NÃO – Não quero mais pra mim.
SIM – Eu sei esperar.
SIM – Eu vou me sentir culpada.
SIM – Vai passar.
NÃO – Não adianta tentar mais.
NÃO – Eu não vou desistir.
SIM – Eu vou me libertar.
SIM – Eu estou puta da vida.
SIM – Eu vou planejar.
NÃO – Não quero mais pra mim.
SIM – Eu sei esperar.
SIM – Eu vou me sentir culpada.
SIM – Vai passar.
NÃO – Não adianta tentar mais.
28 de abril de 2009
Procuro vaga em um hospício
...um lugarzinho assim limpinho, calmo, com amiguinhos dóceis e simpáticos...
Procuro um lugar assim pq só posso estar louca... afinal, insisto em não fazer mal aos outros propositalmente, a ser educada, a estar disponível para meus amigos e a mentir o mínimo possível enquanto todos à minha volta agem de forma diferente, às vezes diametralmente oposta (para usar um expressão que adoro)...
Meus sintomas são muito claros e fortes... imagine você que “invento” histórias, dizendo às pessoas (na cara destas) o que elas fizeram e eu não gostei... e a resposta é quase sempre a mesma: -“ÓBVIO QUE NÃO FIZ ISSO”... assim mesmo, em letras garrafais...
Li em algum lugar sobre o sentimento de “não pertencer”, e é isso mesmo... eu não pertenço a um monte de lugares...
Não pertenço a este mundo feio onde cada um só se preocupa com o SEU bem-estar...
Não pertenço a este grupo de pessoas que só levam em consideração seus sentimentos e desejos...
Não pertenço a esta população que não leva em consideração aos opiniões e escolhas alheios...
To realmente preocupada... preocupada principalmente com as pouquíssimas pessoas que agem como eu e até expressam alguma amizade por mim... pois estas devem estar sofrendo o mesmo mal...
É... acho que vou ter que procurar mais de 1 vaga...
Procuro um lugar assim pq só posso estar louca... afinal, insisto em não fazer mal aos outros propositalmente, a ser educada, a estar disponível para meus amigos e a mentir o mínimo possível enquanto todos à minha volta agem de forma diferente, às vezes diametralmente oposta (para usar um expressão que adoro)...
Meus sintomas são muito claros e fortes... imagine você que “invento” histórias, dizendo às pessoas (na cara destas) o que elas fizeram e eu não gostei... e a resposta é quase sempre a mesma: -“ÓBVIO QUE NÃO FIZ ISSO”... assim mesmo, em letras garrafais...
Li em algum lugar sobre o sentimento de “não pertencer”, e é isso mesmo... eu não pertenço a um monte de lugares...
Não pertenço a este mundo feio onde cada um só se preocupa com o SEU bem-estar...
Não pertenço a este grupo de pessoas que só levam em consideração seus sentimentos e desejos...
Não pertenço a esta população que não leva em consideração aos opiniões e escolhas alheios...
To realmente preocupada... preocupada principalmente com as pouquíssimas pessoas que agem como eu e até expressam alguma amizade por mim... pois estas devem estar sofrendo o mesmo mal...
É... acho que vou ter que procurar mais de 1 vaga...
16 de abril de 2009
As vezes penso que Deus está insistentemente brincando comigo, desde criança.

Aos quatro anos de idade fiz uma cirurgia no coração que em 1983 era muito delicada, menino, meio amarelo, barrigudo e já vinha sofrendo por conta desse mal congênito, sofria do famoso e popular, “sopro”, os médicos chamam até hoje de CIA CIV, siglas essas que não tenho a menor idéia do que signifiquem, por um motivo ou outro tive complicações, quase morri por conta de uma hemorragia interna. Dias longos e tortuosos no pós cirúrgico, minha mãe dormindo no chão, sendo alimentada clandestinamente pelas enfermeiras que se apiedavam daquele quadro, depois de dias, fazia uma espécie de fisioterapia enchendo várias e várias luvas plásticas para recuperar a capacidade respiratória, e como toda criança acompanhada de um bom anjo da guarda chamado mãe, me recuperei a contento.
Fui uma criança cheia de restrições preocupadas que vinha da minha avó, outra guerreira que já se foi, mas que me fez por bastante tempo os mimos de avó com todos os gostos e dedicações, a adolescência, também não foi menos parada, nem esportes eu fiz muito, mas o coração continuava lá a meu ver com as suas funções toda acontecendo harmoniosamente, pensava eu.
Daí na exata adolescência recomeçou os testes, Deus simplesmente decidiu rever a garantia que ele havia me concedido, penso eu que ele em seus arquivos viu algum prazo de validade a vencer ou precisando de renovação, então ele não menos que na adolescência vem com os primeiros exercícios de ergometria, pois meu peito a prova com vários e vários quilômetros de corrida rústica, subindo e descendo as ladeiras dos meus hormônios em turbilhão, nadava algumas mil milhas submarinas de lágrimas que até então eu não sabia que era de amor, de amar ou de mal amar.
Vinte e seis anos depois, me deparo com uma intensa maratona de sentimentos que vão se acumulando por causa de fulano, cicrano e beltrano que sequer me perceberam ou que somente praticaram o tiro ao alvo do egoísmo em mim.
Por isso agora penso que ele me testa o coração só pra ver se ainda está na garantia, ai fico assim batendo em uns descompassos as vezes em tempos de valsa ou em algumas poucas vezes nem sei se bate. Tento elevar minhas pancadas cardíacas para o trabalho, um dos meus maiores amores, para os meus sobrinhos, mas as vezes, ele (coração) pede para bater em outro tom, um outro samba canção, ai vem as vezes aquela batida oca, e uma completa sensação de incompletude o brilhante e estilhaçado vazio dentro do peito.
Espero que ele (Deus) pare logo com esses testes e que me de logo um laudo, um certificado de garantia e me deixe livre para provar por mim mesmo quantas vezes e quanto tempo tenho ainda para bater nesse coração que só tem sofrido por metades, metades de amor, metades de amar, amantes pela metade, só os sofrimentos que vem por completo.
12 de abril de 2009
Memorial pré montagem CEFET 2009.1

Fortaleza 12 de abril de 2009, domingo de páscoa.
Decidi fazer uma das muitas páginas do memorial da nossa turma, logo no domingo de pasço, no dia da queimação do Judas, constatando o quanto fui sagrado e profano estes dias. Na sexta-feira santa, comi carne, praticamente um rodízio, frango, porco e carne vermelha, só depois da pajelança realizada foi que me lembrei do pecado da gula e do dia que os cristãos reservaram para comer peixe, mas depois ri, dei de ombros e me satisfiz em constatar que desde quando comecei a fazer teatro esses dogmas e estigmas não fazem mais parte do meu cotidiano, respeitosamente os religiosos a parte, vi que por causa do teatro muitos e muitos dogmas o teatro assim me processou em conceitos e novos conceitos, me refizeram em melhor pessoa, em mais amigo e mais e mais paciente com o que os outros pensam da nossa arte da nossa profissão, diria até uma paciência de freira com o perdão de do trocadilho.
Sim, pois há de se ter muita paciência com os que administram o nosso mercado de trabalho, com os que ofertam vagas de empregos e ou estágios onde temos que fazer algo mais que lhe dar somente com artes cênicas. Não quero aqui puxar um discurso partidário, e ou político, mas quero refletir uma realidade que aprendi a sobrevier com ela, à realidade de fazer arte em um estado onde nem as prioridades são priorizadas, então como dignificar uma profissão onde sequer o Banco Real nos aceita como profissão reconhecida que me seja dado um crédito para abrir uma conta universitária?
Como dignificar? Como?
Há uns dias atrás na turma de iniciação a estética da arte onde estou pagando uma disciplina em atraso, ocorreu um fato que eu não acreditei no que vi: uma universidade particular precisava de atores para um evento e quando perguntei quanto seria o cachê a resposta não me surpreendeu, não teria sequer ajuda de custo, mas o que me assustou foi o conformismo com que uma recém aluna de um curso superior em Artes Cênicas, disse aos colegas que teatro é assim mesmo, não tem pagamento, com um ar conformista e submisso que me revoltou e me fez discursar a favor de mim pelo menos, tive que dizer o óbvio que do dia da matrícula em diante nós já caminhávamos por um profissionalismo e que isso seria um impulso para mudar essa herança de que teatro não tem dinheiro e que qualquer participação de um ator, não mereça ser remunerada, saí da sala sem acreditar no que vi e muito revoltado em pensar que ainda tem artista que pensa assim, tão alternativamente, teatro é arte, mas também é vida e digo vida quando tentamos viver dela, para ela e por ela, mas sem esquecer que como todos, comemos, bebemos, pagamos contas e que para isso precisamos nos levar mais a sério, nos respeitar para que nos respeitem reclamar sim, reivindicar sim, protestar sim, chega dessa submissão elisabetana, sem essa de pão e circo, sem essas de ouvir aquela frase: Ah só podia ser o povo do teatro mesmo!
Não, pode ser o povo do circo da dança da arte de um modo geral, somos profissionais limpos, livres de maracutaias e de jogatinas políticas, a bem da verdade somos vítimas dessas manipulações.
Assim como todas as profissões somos importantes, somos mantenedores de um bem inatingível por qualquer crise ou intempérie, somos os que levamos um bem imaterial, a cultura adiante, aos quintais, as praças, as escolas e sobre tudo aos corações de quem nos vêem.
Sejamos representados por nossas vozes, nossas mãos, pés e olhos vivos, que notificam a vida que passa logo ali nas ribaltas, vamos tocar a frente com nossos vigorosos passos, o nosso processo, essa não é a formatura, será mais uma das formaturas que teremos na nossa vida de artista. Não temos que provar para ninguém o quanto somos, pois assim já sabemos e seremos sempre e sempre mais.
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