5 de abril de 2012

Coelho da páscoa é uma ova!!!

Meu vizinho da direita tem uma padaria bem modesta, acredito que seja o seu sustento e de sua família, um bom brasileiro que vive do que produz.
Há uns quinze dias atrás, falei para ele que meu coqueiro estava carregado e lhe ofereci os cocos secos, fui ao quintal retirei os frutos cecos e voltei para entregá-lo e o homenzinho me perguntou quanto era?
Nessas horas amente de um artista desempregado voa em milésimos de segundos, se pensa em tudo inclusive o quanto qualquer "graninha" seria útil, até mesmo da venda de uns cocos que só tive o trabalho de ver nascer e arrancar sem dó.
Fui categórico e não aceitei sob alegação de entregá-los com casca e que ele teria um trabalhão para tratá-los e assim ele pegou o saco com uns sete ou oito cocos.
Alguns dias passaram e eu com minha determinação por regime evitava até passar na porta da padaria com seus cheiros e sabores caseiros tentadores. Ontem percebi que mais cocos estavam secando e ofereci novamente pois sei que ele deveria fazer pães de coco nesta semana santa. Hoje quando estou abrindo o portão e ele fechando o dele para sair com a família, sua esposa pede que eu aguardasse uns instantes e entre eu tentar enxergar o meu cadeado e olhar para eles percebo aquele homem franzino, corpo e cabeça típicos do cearense batalhador, e tenho um pai que foi padeiro, sei como é a rotina e os afazeres do panifício, das horas trocadas e esforço físico, e tudo isso vinha impresso nesse corpo, nesse caminhar até minha direção, um olhar e um sorriso meio cabisbaixo mas com um saboroso orgulho, e lá vem ele assim como um menino que faz um "mandado" para sua mãe me entrega sorrindo um imenso pão de coco bem fresquinho e cheiroso. Em agradecimento aos cocos que eu havia lhe dado.
Não sei se estou muito emotivo pela abstinência do açúcar já há quase dois meses, mas fiquei tão emocionado pelo seu gesto que minha reação foi de como um outro menino abobalhado ganhando o seu presente de páscoa tentando soltar entre os dentes um muito obrigado e um feliz páscoa.
Abri o portão da frente, a grade e finalmente a porta em um tom quase que formal, eu era uma celebridade de tanto orgulho e alegria, um “divo” que acabara de ganhar seu buquê de estreia e sem as demagogias comercias desta data, é claro que vou provar só um pouquinho desse pão tão abençoado e dividirei com que quiser vir aqui tomar um café comigo para celebrarmos a generosidade e o afeto. Amém 

25 de março de 2012

Sysygium malaccense


Agora há pouco vendo as fotos de uma amiga, que de certo me ama muito, encontro uma foto minha mascarado de Papai Noel, ao lado da minha avozinha.  Ah! E como tenho pensado nela por esses dias e meses, na rua que moro existem muitos pés de jambo, e só agora percebi o quanto os jambos me sugam para um tempo da avozinha! Maria dos Reis de batismo, para mim para sempre a Vó Resila. Então vejo os “jambeiros” e tenho vontade, vontade de menino “subidor” de árvores, as calçadas rosadas de pistilos e quero deitar e rolar neles, uma ânsia, uma sensação de algo perdido, tem dias que elas, as calçadas, mudam do tom de rosa dos pistilos, para o tom arroxeado dos jambos maduros estourados das pancadas quando vão direto ao chão e me pego saltando amarelinha apressadamente sem querer sujar meus adultos sapatos com sua polpa branquinha e nodosa, mas ao mesmo tempo me digo: Que desperdício! Sim pois ninguém os deseja como eu os desejo. Uma fome de sei lá quantos, sim os desejo, pois os tais jambos ao chão me fazem lembrar do imenso pé de jambo que na casa da minha avozinha existia, sim, pois assim como ela, o mesmo me foi arrancado sem tempo de alguma despedida ou chorosa partilha de tempo. Se me perguntarem se onde moro é um ambiente familiar? Direi que SIM. Minha rua assim é familiar, com todas as letras, folhas, pistilos, sementes, caules, raízes, flores e frutos, pois os mesmos me viram crescer com olhos sempre altivos assim como os da minha avó, sempre ambos estavam do alto a observar minhas meninices e agora minhas saudades de DESmenino!

27 de fevereiro de 2012

O Oscar nosso de cada dia!


UMA AMIGA LANÇA A PERGUNTA EM UMA REDE SOCIAL:
Tacia de Mourais
A polêmica está lançada:

Aqui no Ceará o que pode ser considerado um "Oscar" para os artistas?
Graco Alves para mim o oscar ideal para os artistas locais era que todos podessem viver dignamente e não só tentar sobreviver indignamente. o melhor premio seria trabalho bem pago para todos.
Velasso Malveira plateia lotada...
Tacia de Mourais Se saiu bem Graco Alves, mas não respondeu minha indagação.
Graco Alves não consigo pensar em mais nada a não ser coisas ou situações que variem nesse tema de realização profissional e reconhecimento financeiro, tudo o mais está relacionado. pq prêmio que é prêmio, oportuniza trabalhos ou convites que possam te render algo como o Oscar assim o faz, imagina agora quantos trabalhos o francês que ganhou o oscar vai fazer? e olhe que eu não achei ele tão maravilhoso assim. mas...... tudo bem aqui nos temos um tradicional prêmio que é uma ação de RECONHECIMENTO E MERECIMENTO mas infelizmente só isso, que já é muito, mas nós não temos um prêmio organizado por exemplo, pelo SINDICATO que seria uma forma de fortalecer nossas ações, ou a mídia, como forma incentivadora tambem podia destribuir premios acompanhados de uns chequinhos bem gostosos. mas o que de fato temos é o "OSCAR" DO DESINTERESSE isso sim!, pq cultura local não é pauta, cultura local é visto como movimento anti partidário, ou cultura local é visto com um bando de "alternativos" que não seguem tendencia "GLOBAIS", cultura local é só forró, que cultura local aparentemente pode apresentar-se como ILUMINADOR das mentes conduzidas como rebanhos, ou até mesmo que cultura local é coisa do diabo! é isso que falta, INTERESSE, quando um "poderoso" se interessa, surgem gigantes como CUCA, EDITIAS que ainda poucos, mas existem! então de fato eu creio que o que temos que indagar não é o que seria um OSCAR para nós?! e sim o que seria artistas como nós se ganhássemos oscares pelas lutas diárias? pq o que parece é que a visibilidade só estará atrelada a algo tão simbólico quanto UM PRÊMIO, um estatueta ou placa ou artifício que sirva como um marco. Imaginem aí o quanto o carinha que ganhou o de melhor ator, quantas vezes ele já foi melhor ator e só a França sabia? pois assim o somos na guardada proporção. somos melhores atores, atrizes, diretores (as), espetáculos e por ai vai nessa imensidão de categorias que somos obrigados a realizarmos por não termos um série de CONDIÇÕES adequadas, exatamente por esse tipo de pensamento: OSCAR!

22 de fevereiro de 2012

O ano começou agora?

Não vou mentir, acho um completo ABSURDO a afirmação AGORA O ANO VAI COMEÇAR. Minha gente! O ano já começou há dois meses e p/ "lascar" o segundo mês é mais curto, será que essa ânsia pelo carnaval encobre a sequencia de problemas e sacrifícios pessoais que temos que viver? O ano começa agora?! Ora, Ora!!! Então quem explica os cerca de 135 dias (4 meses) que trabalhamos só para pagar impostos que não se vê refletido na nossa cidade? Alimentar essa mentalidade quase secular de que as coisas só acontecem agora, é contribuir para pilhas e pilhas de atrasos em todos os setores, já não basta o extenso "retiro" espiritual de fim de ano para nossos "administradores" que mal chegam em seus currais eleitorais e já debandam para o carnaval? essa mentalidade de que o ano começa agora, alimenta a fome e com o perdão do malfadado trocadilho, alimenta sim as diversas fomes que andam por aqui e por aí. O mais próximo a mim é uma CULTURA abandonada como o lixo que entulha agora na Av. Domingos Olímpio. E então o seu no começou quando mesmo?

7 de setembro de 2011

O primeiro balaio a gente nunca esquece!

Desde 1998 quando comecei a fazer teatro que vejo, reconheço e almejo o Prêmio Balaio, não entendia nem o porquê do nome, mas queria um para mim como um menino quer o seu primeiro carro de controle remoto, apesar de alguns acharem que eu não acredito neste prêmio, eu acredito sim! Tive a honra de aprender muito em um ano que fiz “Coisas de rei” onde eu era simplesmente o rei, o protagonista, mas como protagonismo não é sinônimo de premiação, não foi daquela vez, infantilidade a minha.
Espero por este momento há exatos 13 anos 02 meses 24 dias. Então ao ver todo esse tempo de espera, me deparo com uma quantidade de números que eu até poderia reorganizar e ter algumas dezenas para jogar na sonhada mega sena.
A pergunta é... O que tem a ver mega sena com todo este contexto? Tem tudo a ver, tem a ver com os nossos sonhos de um dia poder ter grana para viver confortavelmente, tem a ver com o sonho de um dia ter a sua própria sede, de montar o seu espetáculo, sem ter que economizar nas ideias, muito menos adaptar-se a orçamentos magros e mirrados e sem ter que criar estratégias mirabolantes para lhe dar com prêmios que são descontados quase 50% na fonte, olha ai mais números outra vez!
Tem a ver com sonhas e contar com a sorte. Na verdade poderíamos contar com uma condição básica e não me refiro nem a mínima, pois já vivemos nela e há tempos é insuportável viver assim. Tem a ver em poder contar com o apoio de uma maquina que não é aquela que computa os jogos e lances, mas sim aquela que administra todo o bolão de verbas que em termos marqueteiros parece o maior prêmio acumulado quando contempla outrem vindo da mega capital, reafirmando assim o provincianismo burocrático que nos assola, quando na verdade dividido pelos poucos contemplados ainda é insuficiente e muitos outros tantos apostadores sonhadores, ficaram de fora, com os seus bilhetes na mão e ideias maravilhosas na cabeça.
O jargão de que a classe teatral é desunida, já venceu, já era. Os meus melhores amigos e parceiros de vida pessoal e profissional estão nessa classe artística, então redefina aí pra mim o que é ser desunida? Estamos avançando como podemos e em termos de organização política principalmente, o que pode nos faltar seja talvez um número maior de adeptos, sou consciente que sou um dos ausentes e com isso vem uma espécie de culpa e cobrança pessoal de estar passando em branco diante de todos esses fatos.
Mas também sou consciente de que tenho feito o máximo que posso, sendo honesto, sendo profissional e defendendo minha classe e profissão com unhas e dentes não admitindo sequer chacotas familiares em relação ao que escolhi para viver.
E depois de ter sobrevivido a quase 14 anos de teatro tenho mais um motivo de orgulho de mim e da minha profissão. Pois ao mesmo tempo em que recebo a minha primeira medalha, e que bom que é por causa do teatro, recebo também uma lição. Pois estou aqui por ter sido destaque do ano como coadjuvante e isso pra mim é a melhor forma de entender que estou no caminho certo.
Obrigado 06/09/2011

20 de maio de 2011

Postagem da repressão...

Faz um século que não escrevo nada no meublog, e infelizmente vou ter que reanimá-lo com a situação mais absurda que já vivi no meu metiê...
Estavamos em cartaz em dois unicos dias em um Shopping q tem um teatro que aparentemente é o melhor da cidade, mas a infamia do antiporfissionalismo desfez tudo. vou postar umas imagens e qualquer coisa me perguntem que vou responder, so quero deixar claro que por conta do meu desabafar, estou sendo ameaçado na minha carreira (se é que um fato deste vai me abalar profissionalmente), mas o que acontece é que estou sendo ameaçado de processo de difamação POR FALAR A VERDADE.


18 de setembro de 2010

MANIA DE TER MANIA DOS OUTROS

Me peguei por diversas vezes lembrando e me divertindo com essa mania infantil que tenho de experimentar ou tentar realizar ou acontecer com as manias dos outros.
Pelo que me lembro talvez ate tenha começado mais cedo do que isso, mas me lembro de que certa vez minha mãe relembrando os tempos ruins de menina pobre, mas bem pobre do interior de Itapipoca, onde ela e as irmãs sofreram dentre os males do sertão seco, o mal de não ter tido um pai presente, então ela nos falava que para enganar a fome, era uma mistura de farinha com açúcar, então daí me lembro à primeira descoberta, devo confessar que se a mania alheia for envolvida com  possibilidades gastronômicas, na menor oportunidade La estou eu realizando, como numa terapia da crença, praticamente um São Tomé das manias.
Provei então a tal iguaria da seca, farinha e açúcar, escondido claro, acho que seria outro ingrediente.
Bom... Não foi a melhor degustação da minha vida não, mas foi com certeza uma experiência que me fez entender bem o que minha mãe passou e por que dizia aquilo pra gente com tanta altivez, como se fora um ato heróico ter sobrevivido à base de farinha e açúcar, e foi de fato.
Outra vez que lembro ter feito a mesma coisa foi quando um amigo de infância, disse que era divertido soltar pum dentro da piscina, como esta parte não é a mais interessante prometo ser breve.
Então como piscina na minha infância era praticamente artigo de luxo e sinônimo de férias, então as oportunidades eram pouquíssimas, então tracei o plano de fazer bolhas dentro da água.
Assim como em outras fases da minha infância, passava as férias na casa da minha avó materna, e tinha um grande amigo vizinho a ela, que praticamente fomos criados juntos, e ele sempre q nas férias, me levava para o falecido clube dos diários ali na praia de Iracema, alguém lembra? Pois era lá...
Fomos cedo porque o pai dele que nos levava, era daqueles velhos boçais que gostava de ler o jornal a beira da piscina para dar um de elitizado, balela, um alcoólatra machista e muito ditador, pelo menos era isso que eu achava na época e não sabia como xingar (risos), sim tinha vontade de xingá-lo disso tudo pelo que ele dizia sobre o Brasil e claro entendia deturpadamente nem sabia o que de fato se passava no país.
Bom, voltemos às manias, então sem demonstrar muita ansiedade, fomos para a piscina, onde passei horas a me espremer, mas claro sem dar muito na telha das minhas intenções...
Depois de muito tentar, e já quase um maracujá de tanto ficar dentro da água, praticamente desistindo desta experiência, sou tomado pelo susto quando meu amigo vem me chamar para irmos embora, fomos então atravessando a piscina, quando me vem à pergunta:
E aí já soltou o pum na piscina? Indagou-me o amigo de infância.
Foi praticamente carmico, sei lá algo entre o caos e a catarse, quando ia responder tristemente que não havia dado certo a experiência, por falta de material prático, me veio lá do fundo, com todo o trocadilho que a situação me permite, então soltei o famigerado peido, claro que eu e meu amigo nos afogamos de tanto rir, outro trocadilho infame, mas foi divertidíssimo, realmente soltar pum na piscina é bacana.
Com certeza agora não me virão todas as minhas manias emprestadas dos outros, mas agora recentemente me pus extremamente influenciado pelo filme “Mary and Max”, me permiti realizar a mania alheia, joguei na mega-sena os números que o Max jogou a vida inteira ate o dia que ganhou, vamos ver se tenho a mesma sorte. Mas para quem vai ver o filem, La tem uma série de manias gastronômicas, como o hot dog de chocolate, que ainda não tive como executar, já vi o filme três vezes, e me frustra não ter me organizado pra fazer isso, mas pelo que Max consumia de hot dog de chocolate, deve ser bom.
Então cuidado se você tem alguma mania só sua não me diga, porque eu vou lá e realizo viu!!! (risos)

4 de setembro de 2010

Resposta ao blog de um amigo coreografo

Muito me assusta pensar que uma colocação dessas pode de certa forma refletir o que será produzido aqui, e o que será mostrado para nossa colônia ou província, escolha a que você quiser sim o que será mostrado em nome da dança contemporânea do ceará, ai muito me assusta que estes intelectuais de um livro só, ainda possuam esse tipo de recalque infantil, cristão monarquista, que ate mesmo Freud não resolve, pois é uma relação terapêutica que não seremos nos muito menos a nossa dança que vai resolver, a não ser o próprio cidadão do referido comentário, não tenho a mesma paciência ou a mesma sensação que você tem de estar evangelizando ou catequizando os curumins daqui ou de lá, não tenho paciência.
Agora o que se há de pensar se você que já ganhou o mundo com sua bunda e seu corpo "ideal", e quando falo ideal, é porque ele está dentro de padrões que sei que você não os segue por futilidade e sim por questões estéticas e políticas como seu texto diz, imagine eu que tento expor minhas obras com o meu corpo completamente despadronizado, destreinado, para seguir adiante com uma obra minha onde meu corpo nu, não seja encarado só como um trabalho de auto ajuda, ou de superação, hoje mesmo passei por uma situação de uma senhora dizer para sua amiga que mesmo eu gordão com esse corpo que tenho ainda consigo ser bailarino ambas riram e eu sorri bem amarelo, mas era isso que elas podiam me dar. E esses leitores de araque que nomeiam seus Deuses Deleuzes sem sequer alcançar de fato os seus conteúdos?
Compartilho com você muitas angustias sem duvida.
Mas também me ponho como observador do que de fato tem sido produzido aqui com ou sem bundas, será que são reflexos de pensamentos em dança, ou somente massagens de egos, amamentada por uma vaga fria figura feminina dominadora, hipnotizadora de sapatilhas, onde no mundinho deles só acontece o que ela quer?

1 de setembro de 2010

Sobre Amigos e Monstros

É, definitivamente escrever no calor das idéias e das palavras aqui no blog tem me causado muito mais bem estar do que o contrário ou coisa que o valha.
E desta vez preciso diminuir o volume da TV para poder ouvir as milhares de coisas que estão querendo sair de mim, mas não garanto que todas virão para o blog porque vou esfriando o turbilhão.
Acabo de ver um filme estupidamente maravilhoso ou se assim lhe couber o trocadilho amigavelmente espetacular, e é disso que o filme fala, AMIZADE, algo que como diria Wilde, não se ousa dizer o nome, sim por que nos meus dias bons ou ruins, venho descobrindo que esse troço de AMIZADE é muito mais do que elos de afinidade, é uma espécie de amor...
Mas voltando ao filme, senão a empolgação não me permite orientar as idéias. Então como dizia, o filme se chama Mary and Max, uma lindo e sensível filme de animação que nem percebi a sua duração afinal conta a historia de uma amizade que durou a vida toda, mesmo eu não me importando nem sequer me maldizendo quando alguém narra algum filme, muito pelo contrario isso só me instiga mais e mais para vê-lo, não serei óbvio em contar o enredo aqui, quero metaforizar outras coisas que permeiam o filme inteiro, esta obra de arte, que por acaso descobri o trailer no "youtube", quando pesquisava ainda coisas sobre problemas mentais, dei de frente com este trailer que falava mais sobre o problema psicológico que o protagonista sofre mas me encantei, por que de cara sou fã de qualquer filme de animação principalmente se for de macinha e materiais derivados, me remetem a tempos que não voltam mais, ou que já havia me esquecido, agora me perdoem pelo momento infância perdida (risos, não se preocupem minha infância foi perfeita, apesar da cirurgia, mas isso será motivo para outra postagem na hora certa).
Então percebi que o mesmo longa de animação não chegaria aqui tão cedo, e ou se chegaria, de pronto procurei o meu AMIGO que de tudo entende ou pelo menos sempre me passa essa segurança de ser o meu AMIGO  guru de assuntos cibernéticos e com o devido perdão aos criadores e aos cinéfilos, cometemos um crime federal, eu por pedir e ele por ter uma internet maravilhosa, baixamos o tal filme, no caso ele de pronto preparou um dvd todo bonitinho impresso fez até menu, e me entregou sem sequer ter visto ainda, coisa de amigo mesmo né...
Por conta do corre corre da faculdade e do trabalho, passei cerca de quatro dias andando com o DVD na bolsa para cima e para baixo na ilusão de arrumar tempo e ve-lo ao lado da minha AMIGA que também havia gostado do trailer. Hoje meio sem sono e cheio de dores na lombar e no pescoço, decidi vê-lo na falsa esperança de acomodar-me faraonicamente na minha cama de molas que já rangem como uma porta velha, mas que me acomodam bem até agora.
Deitei, olhei e chorei, e quando acabou o filme, me perguntei como eu vivi ate hoje sem esse filme na minha vida? De imediato me veio a resposta, vivi até agora porque tenho AMIGOS e é disso que o filme trata, uma amizade que combina e se cativa até mesmo com a distancia continental que pode haver.
Um dia minha mãe (que Freud me perdoe mas preciso mencionar assim), minha mãe me acusara de ter negligenciado meus amigos de escola e de infância que os tinha esquecido tudo por conta do teatro.
E claro veio o carimbo duro, pesado e cruel da culpa no meu peito, passei décadas para resfolegar esta marca e entender que se fossemos amigos "de vera" até o tempo nos faria mais amigos. E assim o foi em vários casos, AMIGOS de longa data, de media data, só não creio nos de curta data, porque estes ainda teem muito o que cativar.
Aos que estão distante do alcance diário dos abraços, aos que estão ao passar do tempo, e aos que estão nas janelas quando passo na corrida do dia-a-dia ainda não treinei tantos abraços de agradecimento, pois os mesmos ainda não seriam o suficiente para retribuir, contribuir em mesma moeda o desprendimento e doações. Por mais que a gente fale com mãe ou com pai, eles não entendem, AMIGO entende, respeita, ajuda, ouve e escuta, vê e enxerga, toca, abraça, acarinha, dá bronca, ensina, compartilha e divide, as vezes a situação é aparentemente insuperável ou intransponível, mas ai vem um AMIGO e convence você de que tudo é uma fase, poderes mágicos esse negocio de AMIZADE né?
Certo dia um AMIGO claro me ajudando a resolver um problemão comentou dentro da sua velocidade impressa pelo correr atrás de tudo, ele falou:
----- O cara tendo um AMIGO médico, um AMIGO advogado e um AMIGO no banco tem tudo na vida, a reflexão tem muito sentido dentro das variantes da vida prática.
Mas para mim basta ser e ter um AMIGO, pronto!
Sem essa de papo meloso, o que me levou a mais este relato, foi me valendo da prolixidade em relação a frase que termina o filme:

“Deus nos dá familiares. Graças a Deus podemos escolher os amigos”



Ficha Técnica do Filme Mary and Max.


Direção: Adam Elliot
Roteiro: Adam Elliot
Elenco: Vozes na versão original de Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries
Trilha Sonora: Dale Cornelius
Produção: Mark Gooder, Paul Hardart, Tom Hardart, Bryce Menzies, Jonathan Page
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Gaumont
Gênero: Animação
Duração: 92 minutos
País: Austrália
Ano: 2009
COTAÇÃO: MAIS DO QUE EXCELENTE

23 de agosto de 2010

Horaro eleitorau gratis


Hoje vendo e ouvindo(diga-se de passagem que em alguns casos tive que colocar o ouvido bem próximo da TV para poder crer no que ouvia) o horário eleitoral gratuito, já que não tinha escolha de como e para onde mudar o canal, comecei a perceber a dicção e a verborreia que os futuros representantes dos interesses pessoais e coletivos da sociedade começam a falar.
Aí vem o festival de absurdos tipo:
Luizianne Lins (ainda bem que não votei nela, e nem vou votar na mãe dela) falando ANTOIU, e quase que 90% dos outros falando a expressão CANIDATO, me contorcia de vergonha e minha descrença aumentava a cada CANIDATURA que me era oralizada.
E pasmem que a proposta que mais me convenceu e que pelo menos eu já decidi em quem votar foi a proposta da Ex Miss Ceará Vanessa Vidal que por incrível que pareça é MUDA e não incorreu no deslize de "falar" CANIDATA, eu a vi, a ouvi, li e decidi que ao que falta a ela de audição, falta aos outros de conteúdo.

22 de agosto de 2010

Bisbilhotice que rima com idiotices

Olhando um álbum virtual de uma amigo que agora está morando na Tchecoslováquia, o vi literalmente bem nas fotos ao lado do seu "com sorte", cá estou eu me repetindo nos termos, tá na cara que estou em crise com este termo e seu significados e significantes reais e literais, pois bem...
Voltemos aos países longínquos, então tive a súbita inveja de querer estar lá, não sei ao certo se vivendo a vida dele, ou vivendo como ele, não sei, mas me veio aquela inveja que não é a inveja dos maldosos, a inveja dos destruidores, mas aquela frase: Por que não eu? ou até... Bem que poderia ser eu!
Já disse e repito para que aqui fique documentado de uma forma ou de outra, que me sinto por demais expelido pela minha terra, assim como se diz na piada de péssimo gosto, como se fosse parido a fórceps por um peido, sim me sinto um produto abortivo nessa e dessa terra.
E durante o instante inveja que não é a má, repito para que não me julguem e se caso aconteça algo a este amigo o qual tenho como modelo e referencia, agora não digam que foram as minhas palavras e pensamentos. Muito pelo contrario, o admiro muito sou feliz por ele e por suas conquistas, mas volto a velha prancheta dos desenhos que elaboram os desejos de que como no título do filme... Que dias melhores virão, e se for o caso q seja fora e ou bem longe daqui.
Sei também que não sou o único com esta sensação de despatriamento nos pés, não sou um deslumbrado com a metrópole (no caso falo de São Paulo, pois toda vez que retorno de lá, fico deprimidíssimo, digo toda vez que volto de lá por que desde que em 2007, passei um mês vivendo lá que prometi a mim mesmo que iria pelo menos uma vez por ano a esta cidade que me acolheu, mesmo que como turista, artista sei lá o que!).
Tenho vontades mil de ir embora mesmo que seja só pela imaginação, até por que é a única que me permite ainda a muitas coisas, ultimamente tenho sentido muita vontade de criar, sonhei com um espetáculo inteiro outro dia, me via dirigindo eu mesmo em cena e pra variar um palhaço novo a cada cena, mas também sei que algo me bloqueia e algo que vai alem de não ter dinheiro para que minimamente torne meu trabalho criativo que para  mim é tão rico, seja e tenha algum valor, to cansado de adaptar ideias grandiosas com orçamentos curtos, sinto que pedaços de mim são arrancados por uma guilhotina cheia de cédulas estampadas em seu gume.
Se me perguntarem atualmente o que me faz a cabeça ou que me tira do sério, responderei envergonhado que é com certeza o aluguel, poderia mentir, dizendo, que seria uma mulher, uma musa, um homem, um amor, um carro, uma viagem (nem isso pude me dar ainda, um breve retorno a São Paulo, e sei que se esta promessa pessoal que me fiz, for descumprida, terá o resultado igual a todas as outras que já quebrei, me dou mal sempre) e até este pequeno luxo de fazer esta viagem com cara de férias de burguesinho ainda esta distante, tanto pela grana, quanto pelo tempo e oportunidade.
Tenho aulas, tenho grupo de pesquisa, tenho compromissos, família, amigos etc etc etc...
A real realidade é que já constatei que me prendo a esses motivos muito mais do que eles merecem, na justificativa fraca e inconsistente de que são meus COMPROMISSOS e aí a minha conduta coerente me cobra medidas drásticas, me colocar sempre em segundo plano desta cadeia alimentar.
Aí vão-se os planos, as possibilidades, as alegrias, a tolices e o supérfluo, sim por que eu mereço isso nem que seja no lugar da roupa nova de natal e ano novo.

21 de agosto de 2010

Abobalhado ou ao acaso das coincidências

Meu "com sorte", pois é meu leitor querido, uso essa expressão, por que com o andar da carruagem da minha vida me sinto a cada dia mais e mais com sorte, apesar de ser um termo medieval, colonial, imperial.
Voltemos ao abobalhamento.
Então... (suspiros)
Meu "gringo", não ele não é estrangeiro, como ele é meio cabreiro, fica como codinome este apelido carinhoso. Hoje me dou ao luxo romanesco do prolixo.
Em um dia de visitas na casa dele aqui do centro, a qual ele decidiu reorganizar depois do divorcio, sim ele é separado e PAI, mas sem aprofundar muito este lado da realidade, voltemos a visita.
Então depois de muitas idas e vinda com embrulhos e pacote e caixas que umas para o lixo e outras para doação e poucas para devolução (para a ex).
Ele me mostrou uns livros e rapidinho sacou de uma pequena pilha um livro preto que não percebi quem era o autor, mas o que me atraia mais era o relevo da capa, que me remetia as portas da casa grande da minha avó Resila, onde cresci e fui muito mimado por ela, subindo em pé de jambo para pegar a fruta do pé e ver o movimento das formigas pessoas que passavam em baixo da minha altura emprestada pelo pé de jambo, onde também brincava de João e o pé de jambo.
Aproximei o livro da luz e das minhas vistas e vi que era um livro novo tipo daqueles relançamentos ou reedições ampliadas coisa chique mesmo, ai ele la do outro lado disse, fica pra você, de presente.
Nossa quase me derreti todo, logo por que se já não bastasse estar na casa do com sorte, estava com UM COM SORTE, fato raro nesses últimos seis ou oito anos, e eu estava ganhando de presente um livro do com sorte era demais para o meu dia, não fui nem par ao ensaio.
Pausa para mais um comentário bem paralelo, por conta do fato do com sorte permear agora os meus bons dias, tenho também me permitido pequenos descarregos de responsabilidades, em função de mim e dele e para nós, me perdoe leitor amigo, me perdoe leitor e amigo, me perdoem os amigos, mas tenho decidido me omitir para os amigos em função do com sorte, afinal preciso me dedicar um pouco mais as minhas particularidades.
Voltemos ao livro, pois o fôlego que agora não me falta para esta narrativa, me foi tomado pela surpresa desprendida do presente, talvez nem tenha tantas intenções que eu tenha imaginado, mas foi tudo tão mágico, que depois vi que o livro era de poemas do Augusto dos Anjos chamado EU e outras poesias, edição revista e ampliada.
Era um desbunde completo aqui posso literalmente listar tudo:
casa do com sorte
ajudando na organização
vendo suas memorias
compartilhando mais intimidades
folheando livros
ganhando um livro dele
um livro do Augusto dos Anjos
edição ampliada
capa com relevo
O que eu poderia querer mais?
Voltamos para casa e claro como todos os que estão em vias de namoro, fomos aos fatos óbvios, namoramos até dormir.
Então foi-se a semana, os dias, horas, até quando outra poesia se fez no meio de tantos fatos corriqueiros e rotineiros.
Deu um vento forte aqui no meu apertamento e algumas folhas do livro que ganhei do com sorte, me obrigando a tira-lo do lugar, e para poder recordar melhor de tudo aquilo que estava impresso entre o livro e eu, o pus em meu colo e comecei a folheá-lo, quando mais uma surpresa deliciosa. Cabe aqui outra pausa, devo confessar que tenho uma mania ou até mesmo á excentricidade de manipular livros de poesias como se os mesmo fossem "O minuto de Sabedoria" os tomo em minhas mãos, respiro fundo e abro em qualquer página, então leio o poema da esquerda, mas se ele não me for o suficiente, leio o da direita e pronto, assim leio vários livros e assim a poesia em mim reverbera mais.
Continuando depois da lacuna de 24 horas e reivindicações, mas devo confessar que a verve de hoje não é a mesma de ontem, muito menos o sabor das palavras, então creiam que o restante deste texto pode até parecer um outro, mas prometo que ao tema não serei infiel, pelo menos isso garanto.
Pois vamos lá...
Então, fiz o ritual louquinho de ler poemas, quando estava folheando para escolher a "sabedoria poética do dia", me cai do livro, meio que saltando entre as folhas, mas parecia um peixe ou um golfinho, quando salta no mar, me surgi uma nota de 50 cruzados novos, e de súbito não percebi de quem era o busto que esta impresso nela.
Claro que para poder identificar, tive que ir e vir com o braço ate acertar o foco dos meus olhos já em petição de miséria (aqui usufruo do drama que a profissão me permite) então li em letras corridas mesmo, o nome Drummond achei a coisa mais fofa do mundo e claro até pensei:
Porra! Por que não fizeram isso de novo? era uma boa forma de divulgar coisas boas, tudo bem que a fauna e a flora da gente precisa de referencias, mas do que me vale uma onça ou uma garoupa em um papel se não existem planos de fato para que não sejam extintos? Poxa vida! Drummond teve um só, não existe programa de preservação aso Drummond, então seria o mínimo para que o povo que de fato pega em dinheiro conhecer um cara que contribui tanto ou mais para que os humanos se coexistam bem e se preservem.
Decidi ver o verso da nota do Drummond que só resistiu ao tempo acredito eu que por estar entre outros poemas de um amigo seu de inspirações. Pois para melhorar a surpresa, do outro lado tinha na integra e claro e de muito bom gosto, em letras cursivas, um poema na íntegra do próprio Drummond.
Segue o poema:
"Canção Amiga
Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
Que passa por muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
E saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
Como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
Dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças"

Em 1989, quinze meses após sua morte, começou a circular a cédula de 50 cruzados novos, que homenageava o poeta e trazia no verso este poema. Infelizmente, com a espiral inflacionária e a rápida sucessão de moedas (cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real), a homenagem durou pouco. A cédula saiu de circulação em outubro de 1992.  "Canção Amiga" foi musicada por Milton Nascimento. Clube da Esquina 2, 1978.

E para completar o ciclo de coincidências ou sei lá o que, o pósfácio do livro "EU" foi escrito por Drummond.

7 de agosto de 2010

O que se há de fazer quando tudo não vale a pena se alma é pequena

O caminho da decepção com as pessoas é mais curto do que o da felicidade ao lado delas... Mas eu um dia ainda aprendo.
Dia puxado, festinha no TJA animadinha, caras novas, caras velhas e também as mesmas caras. O que lascou foi ter "flagrado alguém ficando com alguém em frente a mim"... (trecho da música filme triste do trio esperança - jovem guarda) realmente a vida imita a arte em dramas baratos, atores canastrões e dramaturgia fraca, previsível e sem poesia alguma... E tenho dito!!!
Digo isso porque teria muito mais a dizer, mas este blog, não me cabe, e os leitores também não merecem saber desta parte mais dura e cruel que me pertence e que se move dentro de mim, por conta da completa incompetência para gostar e ser gostado de certo alguém, esse serviço muito mal feito de se  afirmar todo tempo que é original ou que empavonadamente Eu sou eu mesmo...
Piada
Patuscada
Palhaçada, olha só estou tão mordido de raiva que cá me encontro usando a imagem poética do palhaço para xingar outrem que sequer sabe a poesia de ser um palhaço.
Não vou mentir meu amigo leitor, estou com ódio, mas como sou craque em não mostrar isso, sou craque também em dissimular o meu choque diante das coisas, situações e pessoas óbvias.
Se não externo meus choques, é por que talvez o mesmo seja de fato mais escandalizador do que aquele ou aquilo que me escandaliza.
E vamos puxar a cordinha da descarga levando coração esgoto a baixo, essa me parece ha tempos a melodia que ruge no músculo involuntário dessa gente chata sem nenhuma graça... (mais citações de músicas) tento até me amenizar com essas pequenas poesias, talvez uma tentativa rala de refrear o que estou sentindo, daquilo que não se ousa dizer o nome, (esta citação já pertence a Oscar Wilde - livro De Profundis) que ouso em dizer que já li, li sim duas vezes, pois não queria acreditar o quanto o sebo da alma alheia pode inferir na vida de alguém tão magnífico como Oscar, quem dirá eu que sou mais um desencantado.
Pois é... Sem falsos parafraseados, sem modestias de tapinhas nas costas, me sinto como Wilde, com ou sem aforismos, e raramente estou me permitindo escrever na febre da verve e da situação.
Ao exortar teu irmão no momento da ira podes cometer perjúrio, esta lá em algum lugar na bíblia, não estou nem ai, quero é mais botar pra fora, quero mais é que o tal cara lá de cima castigue mesmo, com uma só apontada do seu dedo impiedoso. Pois que seja um cotoco. 

31 de julho de 2010

De simples assim, para o dentro do mim

Froeud que me de a licença de reclamar o que ja ha tempos não tenho direito
Quero colo, mão na testa ida e vinda desse peso sombreando a minha vista assim como um galho frondoso ao vento.
Assim como todo lamento não ter tido coragem para a derradeira despedida.
Aquela que se não fosse ela, não estaria aqui, uma raiz forte, meu "wassabi" de verdade.
Dona Resila, a outra Maria, mão daquela Maria de cá, acho que a única coisa que tenho em comum com o menino deus, de mães Maria tenho duas ou tinha, sei lá...
Uma já se foi e a outra o tal Deus ja a tirou de mim, pelo menos nos afastou pelas afinidades, assuntos e pelo dogmas.
O sagrado ao lado do profanado não combinam como arroz e feijão.
De amigos os reais que tenho, sou repleto do que mais eles tem a me dar a sua verdade.
mas mesmo assim não os quero com a minha cabeça no colo deles, acho que quero amor de mãe, carinho de vó, torta de biscoito em noite de natal.
Quero beijo na testa, pedir a benção sem a obrigação automática do costume.
Viver ainda um pouco mais o alguém que não tem...
Benção Dona Maria dos Reis.

Maria Cheia de Graça - Texto em homenagem aos 60 anos de minha mãe.




Sabemos que não estamos sozinhos no Universo. Desde que os primeiros seres humanos pisaram este planeta, nas várias partes da Terra, sabemos que não somos fruto do Acaso, mas filhos de um Ser Supremo. Não importa o nome que a gente dê a ele, Buda, Khrishna, Jeová, Alah, ou simplesmente Deus, importa é que ele existe e cuida de nós, e sempre quer o melhor pra nós. Por isto criou tudo o que existe, inclusive os Anjos. Entre esses anjos, alguns têm a missão mais sagrada, que é a de gerar novas vidas e cuidar dessas vidas, com amor incondicional. São as mães. Eu fui “sorteado” com o melhor desses Anjos. Não digo anja, porque todo mundo sabe, anjo não tem sexo. E o meu Anjo, até pelo nome, é cheio de Graça. Graça terrena, mas também graça divina. Não é fácil cuidar de tantos filhos de deus, e incutir na mente e no coração deles as graças que recebeu. Minha mãe conseguiu, e consegue, todo dia, ser digna da bênção que deus lhe deu, de ser mãe. Tudo que eu sei, e sou, devo primeiro a Deus, depois a Dona Graça, e podem até me chamar de príncipe, porque afinal de contas ela veio de outra Maria, que era dos Reis... então.. neto de Rei... é príncipe, não é? Mas vocês podem pensar: o que ele sabe? Sei o mais importante:
Que sou filho de deus, e por isso não tenho medo dele, tenho amor e respeito, porque foi assim que Dona Graça me ensinou. Sei que devo amar ao próximo como irmão, porque viemos do mesmo Pai; e não preciso sair pulando e gritando aos quatro ventos o nome dele em vão, mas falar ao meu pai em segredo, do fundo do meu coração, que ele me ouve, e que a minha mão esquerda não saiba o que a mão direta faz. Pra mim, é nisso que se resume – como dizem – a Lei e os Profetas. Trabalho com alegria, levando alegria aos outros, não importa a cor, a raça, o lugar aonde nasceram, se são ricos, pobres, importantes ou gente simples, qual a religião deles. Levo Alegria às pessoas. E se tenho alegria de viver e pra dar aos outros, é muito por causa do amor que recebi em casa. Isso, não tem preço. Muito obrigado, Dona Graça, Deus lhe dê saúde e muitos anos de vida. 

Eu te amo porque:

1.   Sou preguiçosa: ia dar um trabalho danado procurar razões pra não amar;
2.   Os teus defeitos saem facilmente no photoshop;
3.   Quando penso em alguém de coração maior que a barriga, teu rosto me vem à mente;
4.   Você consegue ser engraçado sem ser ridículo;
5.   Você nunca desvia ou baixa os olhos quando fala comigo;
6.   Você me conta coisas mais constrangedoras do seu cotidiano, sem medo de bancar o tolo diante de quem te ama;
7.   Você me confia tolices, sonhos, inseguranças, o que significa que posso fazer o mesmo sem medo de ser sacaneada;
8.   Você não zomba das minhas idiotices; ri comigo, mas não ri de mim, e tem um sorriso arrasador;
9.   Nossas pequenas discussões sempre acabam em gargalhadas;
10. Você mente pra me agradar, e eu finjo que acredito pra não te aborrecer.
  
Beijos.

Cris

A primeira impressão de da primeira pessoa que leu o meu projeto de monografia, antes de entregar é calro

Amore mio,

O texto é substancioso e esclarecedor. Pelo menos para mim, que pouco ou nada sabia do assunto. Mas não é fácil escrever nos moldes acadêmicos. Não pense que, pela quantidade de “correções”, que sugiro, você é incompetente. Longe disso. É que Língua Portuguesa não é a tua praia, assim como dançar não é a minha. Às vezes, por causa de uma vírgula faltando ou sobrando, perde-se todo o sentido da frase. Quem escreveu entende perfeitamente, mas quem lê fica numa dúvida cruel. Isso pode até ser bom em literatura, mas numa monografia compromete a qualidade (e a nota, claro).

Um tropeço muito comum cometido por quem não tem o hábito de escrever é a falta de coesão, de encadeamento entre as idéias. A falta do verbo principal de uma oração deixa o pensamento truncado, ou incompleto, prejudicando o entendimento. E quem não tem prática, nem percebe. Vejo isso toda hora, mesmo em teses de doutorado. Não esquenta.

Nessa primeira leitura, destaquei em cores diversas o que pode e deve ser alterado, em nome da clareza. Mas queria te ajudar a deixar esse texto “enxuto”, beleza. Porque é muito bom, mesmo, só falta ser colocado nos trinques, entende? Meu problema é tempo. Qual é o prazo de entrega? 
Cris  

Quarta, 21/1/2009 15h29min: 03

30 de julho de 2010

Um papo com a experiência

Pra quem tu escreveu aquilo?
quando chego ele so falta me por no colo
Será que gosto mesmo ou é só poesia?
tudo vem a tona de novo
fico super confuso
 triste
 sei lá
 pelo menos ate agora sei que o amo ou o amei de verdade
 ate agora não senti isso por mais ninguém
que beleza, amor nunca é em vão, mesmo quando não correspondido serve ao menos pra gente ficar maior, melhor
mas ainda sofro de uma forma ou de outra sofro
 toda vez que falo com ele ou quando o vejo
 em outros tempos sentia tanta saudade que as dores no corpo me eram muito mais presente do que ele
é... mas eu disse uma vez e repito: o que me salva não é o amor que eu recebo, mas o amor que eu dou
 dessa saudade que dói até as pontas das unhas, e os cílios,  sei como é
pelo que eu escrevo fica aparente assim pelo que passei
chega um ponto que não se sabe mais onde é a dor, quando começou, nem se dói a carne ou a alma.
 fica sim, pelo menos pra mim, que conheço a dor
Já estava cansando de investir e ele dizer que me ama mas não rolava nada
vai ver ele só queria te proteger
ele tambem dizia isso mas ele me deixava confuso
queria, mas na o tinha coragem de botar tua vida em risco, isso é bom sinal
 pensa q é facil a gente se relacionar?
eu ja entendi q ele queria me proteger
pois entao!
mas mesmo assim sofria muito e como era muito imaturo decidi me afastar
sofria muito
tu lá sabe o que é sofrimento.
nem nasceu ainda
não sei então o que sentia, só sei que não gostava do que sentia
me deixava inconsciente  e improdutivo
então era tudo, menos amor, só paixão mesmo, tesão
 e isso passa
 amor é que não tem cura
 pior que câncer, diabetes, aids
mas ...
 eu não o esqueço nunca
mas uma ova
o que sinto quando o vejo mexe tanto comigo q ainda sinto vontade de chorar
sei que não vivi nada ainda
olha aí!
mas pelo menos o que eu senti por ele
 ainda não senti por nenhum outro ainda
tá vendo?
eu penso que é amor
num deixa isso escapar, num deixa isso desaparecer não
se agora ele aparecesse na minha porta agora dizendo que me queria iria na mesmo hora de olhos fechados.
 mas ele não quer
é mais raro que mãe de noiva calma
ele se fecha demais
não permite q eu sequer toque no assunto
putz, que situação
pois é
 e pra mim ele pode ta mais velho mais feio mas acabado por causa do cigarro
eu sempre me apaixonei, nunca fiquei com ninguém só por ficar
mas amor mesmo...
mas ele ainda é o mesmo que mobiliza em mim um sentimento tão forte q nem sei como descrever
se soubesse, não era amor
mas olhe só pra você ver a gente nunca sequer beijou na boca
 o Maximo foi abraçar e pegar na mão
imagino, isso é que mata
 sei como é difícil se segurar pra n ao  agarrar e na o soltar nunca mais
pois é
tudo q você imaginar em matéria de sofrimento nessa área eu já passei
 compensação, tudo q imaginar em matéria de felicidade... também
 o que me mantém viva é a memória
 se eu perdesse a memória acho q morreria
pois é o q me contenta é que ainda tenho muita gente pra conhecer
ô se tem! e como tem
e se deus quiser ainda amar outros q por mim passar
pq me frustra esta experiência
 então tenho q ter outra para eu aprender com a vida q nao vou viver so de primeiras experiências
mesmo em se tratando de sofrimento
pois se eu pudesse escolher, queria nascer de novo perto daquele em dez planetas diferentes, até deus desistir de governar o universo