Este diário internautico, serve de descaminho para manutenção dos pensamentos alheios, meus e de quem quiser.
22 de fevereiro de 2012
O ano começou agora?
7 de setembro de 2011
O primeiro balaio a gente nunca esquece!
Espero por este momento há exatos 13 anos 02 meses 24 dias. Então ao ver todo esse tempo de espera, me deparo com uma quantidade de números que eu até poderia reorganizar e ter algumas dezenas para jogar na sonhada mega sena.
A pergunta é... O que tem a ver mega sena com todo este contexto? Tem tudo a ver, tem a ver com os nossos sonhos de um dia poder ter grana para viver confortavelmente, tem a ver com o sonho de um dia ter a sua própria sede, de montar o seu espetáculo, sem ter que economizar nas ideias, muito menos adaptar-se a orçamentos magros e mirrados e sem ter que criar estratégias mirabolantes para lhe dar com prêmios que são descontados quase 50% na fonte, olha ai mais números outra vez!
Tem a ver com sonhas e contar com a sorte. Na verdade poderíamos contar com uma condição básica e não me refiro nem a mínima, pois já vivemos nela e há tempos é insuportável viver assim. Tem a ver em poder contar com o apoio de uma maquina que não é aquela que computa os jogos e lances, mas sim aquela que administra todo o bolão de verbas que em termos marqueteiros parece o maior prêmio acumulado quando contempla outrem vindo da mega capital, reafirmando assim o provincianismo burocrático que nos assola, quando na verdade dividido pelos poucos contemplados ainda é insuficiente e muitos outros tantos apostadores sonhadores, ficaram de fora, com os seus bilhetes na mão e ideias maravilhosas na cabeça.
O jargão de que a classe teatral é desunida, já venceu, já era. Os meus melhores amigos e parceiros de vida pessoal e profissional estão nessa classe artística, então redefina aí pra mim o que é ser desunida? Estamos avançando como podemos e em termos de organização política principalmente, o que pode nos faltar seja talvez um número maior de adeptos, sou consciente que sou um dos ausentes e com isso vem uma espécie de culpa e cobrança pessoal de estar passando em branco diante de todos esses fatos.
Mas também sou consciente de que tenho feito o máximo que posso, sendo honesto, sendo profissional e defendendo minha classe e profissão com unhas e dentes não admitindo sequer chacotas familiares em relação ao que escolhi para viver.
E depois de ter sobrevivido a quase 14 anos de teatro tenho mais um motivo de orgulho de mim e da minha profissão. Pois ao mesmo tempo em que recebo a minha primeira medalha, e que bom que é por causa do teatro, recebo também uma lição. Pois estou aqui por ter sido destaque do ano como coadjuvante e isso pra mim é a melhor forma de entender que estou no caminho certo.
Obrigado 06/09/2011
20 de maio de 2011
Postagem da repressão...
Faz um século que não escrevo nada no meublog, e infelizmente vou ter que reanimá-lo com a situação mais absurda que já vivi no meu metiê...
Estavamos em cartaz em dois unicos dias em um Shopping q tem um teatro que aparentemente é o melhor da cidade, mas a infamia do antiporfissionalismo desfez tudo. vou postar umas imagens e qualquer coisa me perguntem que vou responder, so quero deixar claro que por conta do meu desabafar, estou sendo ameaçado na minha carreira (se é que um fato deste vai me abalar profissionalmente), mas o que acontece é que estou sendo ameaçado de processo de difamação POR FALAR A VERDADE.
Estavamos em cartaz em dois unicos dias em um Shopping q tem um teatro que aparentemente é o melhor da cidade, mas a infamia do antiporfissionalismo desfez tudo. vou postar umas imagens e qualquer coisa me perguntem que vou responder, so quero deixar claro que por conta do meu desabafar, estou sendo ameaçado na minha carreira (se é que um fato deste vai me abalar profissionalmente), mas o que acontece é que estou sendo ameaçado de processo de difamação POR FALAR A VERDADE.
5 de novembro de 2010
Falsa Modestia em ação
Tanto orgulho de mim que não caibo dentro do meu peito. kkkkkkkkkk hj me permiti ser mais modesto.
http://www.ifce.edu.br/noticias/index.ph p?noticia=2353
24 de setembro de 2010
Morrendo de orgulho de mim mesmo.
Compartilhando com todos mais este momento
Veja o linck
http://www.ifce.edu.br/noticias/index.php?noticia=2278
Veja o linck
http://www.ifce.edu.br/noticias/index.php?noticia=2278
18 de setembro de 2010
MANIA DE TER MANIA DOS OUTROS
Me peguei por diversas vezes lembrando e me divertindo com essa mania infantil que tenho de experimentar ou tentar realizar ou acontecer com as manias dos outros.
Pelo que me lembro talvez ate tenha começado mais cedo do que isso, mas me lembro de que certa vez minha mãe relembrando os tempos ruins de menina pobre, mas bem pobre do interior de Itapipoca, onde ela e as irmãs sofreram dentre os males do sertão seco, o mal de não ter tido um pai presente, então ela nos falava que para enganar a fome, era uma mistura de farinha com açúcar, então daí me lembro à primeira descoberta, devo confessar que se a mania alheia for envolvida com possibilidades gastronômicas, na menor oportunidade La estou eu realizando, como numa terapia da crença, praticamente um São Tomé das manias.
Provei então a tal iguaria da seca, farinha e açúcar, escondido claro, acho que seria outro ingrediente.
Bom... Não foi a melhor degustação da minha vida não, mas foi com certeza uma experiência que me fez entender bem o que minha mãe passou e por que dizia aquilo pra gente com tanta altivez, como se fora um ato heróico ter sobrevivido à base de farinha e açúcar, e foi de fato.
Outra vez que lembro ter feito a mesma coisa foi quando um amigo de infância, disse que era divertido soltar pum dentro da piscina, como esta parte não é a mais interessante prometo ser breve.
Então como piscina na minha infância era praticamente artigo de luxo e sinônimo de férias, então as oportunidades eram pouquíssimas, então tracei o plano de fazer bolhas dentro da água.
Assim como em outras fases da minha infância, passava as férias na casa da minha avó materna, e tinha um grande amigo vizinho a ela, que praticamente fomos criados juntos, e ele sempre q nas férias, me levava para o falecido clube dos diários ali na praia de Iracema, alguém lembra? Pois era lá...
Fomos cedo porque o pai dele que nos levava, era daqueles velhos boçais que gostava de ler o jornal a beira da piscina para dar um de elitizado, balela, um alcoólatra machista e muito ditador, pelo menos era isso que eu achava na época e não sabia como xingar (risos), sim tinha vontade de xingá-lo disso tudo pelo que ele dizia sobre o Brasil e claro entendia deturpadamente nem sabia o que de fato se passava no país.
Bom, voltemos às manias, então sem demonstrar muita ansiedade, fomos para a piscina, onde passei horas a me espremer, mas claro sem dar muito na telha das minhas intenções...
Depois de muito tentar, e já quase um maracujá de tanto ficar dentro da água, praticamente desistindo desta experiência, sou tomado pelo susto quando meu amigo vem me chamar para irmos embora, fomos então atravessando a piscina, quando me vem à pergunta:
E aí já soltou o pum na piscina? Indagou-me o amigo de infância.
Foi praticamente carmico, sei lá algo entre o caos e a catarse, quando ia responder tristemente que não havia dado certo a experiência, por falta de material prático, me veio lá do fundo, com todo o trocadilho que a situação me permite, então soltei o famigerado peido, claro que eu e meu amigo nos afogamos de tanto rir, outro trocadilho infame, mas foi divertidíssimo, realmente soltar pum na piscina é bacana.
Com certeza agora não me virão todas as minhas manias emprestadas dos outros, mas agora recentemente me pus extremamente influenciado pelo filme “Mary and Max”, me permiti realizar a mania alheia, joguei na mega-sena os números que o Max jogou a vida inteira ate o dia que ganhou, vamos ver se tenho a mesma sorte. Mas para quem vai ver o filem, La tem uma série de manias gastronômicas, como o hot dog de chocolate, que ainda não tive como executar, já vi o filme três vezes, e me frustra não ter me organizado pra fazer isso, mas pelo que Max consumia de hot dog de chocolate, deve ser bom.
Então cuidado se você tem alguma mania só sua não me diga, porque eu vou lá e realizo viu!!! (risos)
4 de setembro de 2010
Resposta ao blog de um amigo coreografo
Muito me assusta pensar que uma colocação dessas pode de certa forma refletir o que será produzido aqui, e o que será mostrado para nossa colônia ou província, escolha a que você quiser sim o que será mostrado em nome da dança contemporânea do ceará, ai muito me assusta que estes intelectuais de um livro só, ainda possuam esse tipo de recalque infantil, cristão monarquista, que ate mesmo Freud não resolve, pois é uma relação terapêutica que não seremos nos muito menos a nossa dança que vai resolver, a não ser o próprio cidadão do referido comentário, não tenho a mesma paciência ou a mesma sensação que você tem de estar evangelizando ou catequizando os curumins daqui ou de lá, não tenho paciência.
Agora o que se há de pensar se você que já ganhou o mundo com sua bunda e seu corpo "ideal", e quando falo ideal, é porque ele está dentro de padrões que sei que você não os segue por futilidade e sim por questões estéticas e políticas como seu texto diz, imagine eu que tento expor minhas obras com o meu corpo completamente despadronizado, destreinado, para seguir adiante com uma obra minha onde meu corpo nu, não seja encarado só como um trabalho de auto ajuda, ou de superação, hoje mesmo passei por uma situação de uma senhora dizer para sua amiga que mesmo eu gordão com esse corpo que tenho ainda consigo ser bailarino ambas riram e eu sorri bem amarelo, mas era isso que elas podiam me dar. E esses leitores de araque que nomeiam seus Deuses Deleuzes sem sequer alcançar de fato os seus conteúdos?
Compartilho com você muitas angustias sem duvida.
Mas também me ponho como observador do que de fato tem sido produzido aqui com ou sem bundas, será que são reflexos de pensamentos em dança, ou somente massagens de egos, amamentada por uma vaga fria figura feminina dominadora, hipnotizadora de sapatilhas, onde no mundinho deles só acontece o que ela quer?
1 de setembro de 2010
Sobre Amigos e Monstros
É, definitivamente escrever no calor das idéias e das palavras aqui no blog tem me causado muito mais bem estar do que o contrário ou coisa que o valha.
E desta vez preciso diminuir o volume da TV para poder ouvir as milhares de coisas que estão querendo sair de mim, mas não garanto que todas virão para o blog porque vou esfriando o turbilhão.
Acabo de ver um filme estupidamente maravilhoso ou se assim lhe couber o trocadilho amigavelmente espetacular, e é disso que o filme fala, AMIZADE, algo que como diria Wilde, não se ousa dizer o nome, sim por que nos meus dias bons ou ruins, venho descobrindo que esse troço de AMIZADE é muito mais do que elos de afinidade, é uma espécie de amor...
Mas voltando ao filme, senão a empolgação não me permite orientar as idéias. Então como dizia, o filme se chama Mary and Max, uma lindo e sensível filme de animação que nem percebi a sua duração afinal conta a historia de uma amizade que durou a vida toda, mesmo eu não me importando nem sequer me maldizendo quando alguém narra algum filme, muito pelo contrario isso só me instiga mais e mais para vê-lo, não serei óbvio em contar o enredo aqui, quero metaforizar outras coisas que permeiam o filme inteiro, esta obra de arte, que por acaso descobri o trailer no "youtube", quando pesquisava ainda coisas sobre problemas mentais, dei de frente com este trailer que falava mais sobre o problema psicológico que o protagonista sofre mas me encantei, por que de cara sou fã de qualquer filme de animação principalmente se for de macinha e materiais derivados, me remetem a tempos que não voltam mais, ou que já havia me esquecido, agora me perdoem pelo momento infância perdida (risos, não se preocupem minha infância foi perfeita, apesar da cirurgia, mas isso será motivo para outra postagem na hora certa).
Então percebi que o mesmo longa de animação não chegaria aqui tão cedo, e ou se chegaria, de pronto procurei o meu AMIGO que de tudo entende ou pelo menos sempre me passa essa segurança de ser o meu AMIGO guru de assuntos cibernéticos e com o devido perdão aos criadores e aos cinéfilos, cometemos um crime federal, eu por pedir e ele por ter uma internet maravilhosa, baixamos o tal filme, no caso ele de pronto preparou um dvd todo bonitinho impresso fez até menu, e me entregou sem sequer ter visto ainda, coisa de amigo mesmo né...
Por conta do corre corre da faculdade e do trabalho, passei cerca de quatro dias andando com o DVD na bolsa para cima e para baixo na ilusão de arrumar tempo e ve-lo ao lado da minha AMIGA que também havia gostado do trailer. Hoje meio sem sono e cheio de dores na lombar e no pescoço, decidi vê-lo na falsa esperança de acomodar-me faraonicamente na minha cama de molas que já rangem como uma porta velha, mas que me acomodam bem até agora.
Deitei, olhei e chorei, e quando acabou o filme, me perguntei como eu vivi ate hoje sem esse filme na minha vida? De imediato me veio a resposta, vivi até agora porque tenho AMIGOS e é disso que o filme trata, uma amizade que combina e se cativa até mesmo com a distancia continental que pode haver.
Um dia minha mãe (que Freud me perdoe mas preciso mencionar assim), minha mãe me acusara de ter negligenciado meus amigos de escola e de infância que os tinha esquecido tudo por conta do teatro.
E claro veio o carimbo duro, pesado e cruel da culpa no meu peito, passei décadas para resfolegar esta marca e entender que se fossemos amigos "de vera" até o tempo nos faria mais amigos. E assim o foi em vários casos, AMIGOS de longa data, de media data, só não creio nos de curta data, porque estes ainda teem muito o que cativar.
Aos que estão distante do alcance diário dos abraços, aos que estão ao passar do tempo, e aos que estão nas janelas quando passo na corrida do dia-a-dia ainda não treinei tantos abraços de agradecimento, pois os mesmos ainda não seriam o suficiente para retribuir, contribuir em mesma moeda o desprendimento e doações. Por mais que a gente fale com mãe ou com pai, eles não entendem, AMIGO entende, respeita, ajuda, ouve e escuta, vê e enxerga, toca, abraça, acarinha, dá bronca, ensina, compartilha e divide, as vezes a situação é aparentemente insuperável ou intransponível, mas ai vem um AMIGO e convence você de que tudo é uma fase, poderes mágicos esse negocio de AMIZADE né?
Certo dia um AMIGO claro me ajudando a resolver um problemão comentou dentro da sua velocidade impressa pelo correr atrás de tudo, ele falou:
----- O cara tendo um AMIGO médico, um AMIGO advogado e um AMIGO no banco tem tudo na vida, a reflexão tem muito sentido dentro das variantes da vida prática.
Mas para mim basta ser e ter um AMIGO, pronto!
Sem essa de papo meloso, o que me levou a mais este relato, foi me valendo da prolixidade em relação a frase que termina o filme:
“Deus nos dá familiares. Graças a Deus podemos escolher os amigos”
Ficha Técnica do Filme Mary and Max.
Direção: Adam Elliot
Roteiro: Adam Elliot
Elenco: Vozes na versão original de Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries
Trilha Sonora: Dale Cornelius
Produção: Mark Gooder, Paul Hardart, Tom Hardart, Bryce Menzies, Jonathan Page
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Gaumont
Gênero: Animação
Duração: 92 minutos
País: Austrália
Ano: 2009
COTAÇÃO: MAIS DO QUE EXCELENTE
E desta vez preciso diminuir o volume da TV para poder ouvir as milhares de coisas que estão querendo sair de mim, mas não garanto que todas virão para o blog porque vou esfriando o turbilhão.
Acabo de ver um filme estupidamente maravilhoso ou se assim lhe couber o trocadilho amigavelmente espetacular, e é disso que o filme fala, AMIZADE, algo que como diria Wilde, não se ousa dizer o nome, sim por que nos meus dias bons ou ruins, venho descobrindo que esse troço de AMIZADE é muito mais do que elos de afinidade, é uma espécie de amor...
Mas voltando ao filme, senão a empolgação não me permite orientar as idéias. Então como dizia, o filme se chama Mary and Max, uma lindo e sensível filme de animação que nem percebi a sua duração afinal conta a historia de uma amizade que durou a vida toda, mesmo eu não me importando nem sequer me maldizendo quando alguém narra algum filme, muito pelo contrario isso só me instiga mais e mais para vê-lo, não serei óbvio em contar o enredo aqui, quero metaforizar outras coisas que permeiam o filme inteiro, esta obra de arte, que por acaso descobri o trailer no "youtube", quando pesquisava ainda coisas sobre problemas mentais, dei de frente com este trailer que falava mais sobre o problema psicológico que o protagonista sofre mas me encantei, por que de cara sou fã de qualquer filme de animação principalmente se for de macinha e materiais derivados, me remetem a tempos que não voltam mais, ou que já havia me esquecido, agora me perdoem pelo momento infância perdida (risos, não se preocupem minha infância foi perfeita, apesar da cirurgia, mas isso será motivo para outra postagem na hora certa).
Então percebi que o mesmo longa de animação não chegaria aqui tão cedo, e ou se chegaria, de pronto procurei o meu AMIGO que de tudo entende ou pelo menos sempre me passa essa segurança de ser o meu AMIGO guru de assuntos cibernéticos e com o devido perdão aos criadores e aos cinéfilos, cometemos um crime federal, eu por pedir e ele por ter uma internet maravilhosa, baixamos o tal filme, no caso ele de pronto preparou um dvd todo bonitinho impresso fez até menu, e me entregou sem sequer ter visto ainda, coisa de amigo mesmo né...
Por conta do corre corre da faculdade e do trabalho, passei cerca de quatro dias andando com o DVD na bolsa para cima e para baixo na ilusão de arrumar tempo e ve-lo ao lado da minha AMIGA que também havia gostado do trailer. Hoje meio sem sono e cheio de dores na lombar e no pescoço, decidi vê-lo na falsa esperança de acomodar-me faraonicamente na minha cama de molas que já rangem como uma porta velha, mas que me acomodam bem até agora.
Deitei, olhei e chorei, e quando acabou o filme, me perguntei como eu vivi ate hoje sem esse filme na minha vida? De imediato me veio a resposta, vivi até agora porque tenho AMIGOS e é disso que o filme trata, uma amizade que combina e se cativa até mesmo com a distancia continental que pode haver.
Um dia minha mãe (que Freud me perdoe mas preciso mencionar assim), minha mãe me acusara de ter negligenciado meus amigos de escola e de infância que os tinha esquecido tudo por conta do teatro.
E claro veio o carimbo duro, pesado e cruel da culpa no meu peito, passei décadas para resfolegar esta marca e entender que se fossemos amigos "de vera" até o tempo nos faria mais amigos. E assim o foi em vários casos, AMIGOS de longa data, de media data, só não creio nos de curta data, porque estes ainda teem muito o que cativar.
Aos que estão distante do alcance diário dos abraços, aos que estão ao passar do tempo, e aos que estão nas janelas quando passo na corrida do dia-a-dia ainda não treinei tantos abraços de agradecimento, pois os mesmos ainda não seriam o suficiente para retribuir, contribuir em mesma moeda o desprendimento e doações. Por mais que a gente fale com mãe ou com pai, eles não entendem, AMIGO entende, respeita, ajuda, ouve e escuta, vê e enxerga, toca, abraça, acarinha, dá bronca, ensina, compartilha e divide, as vezes a situação é aparentemente insuperável ou intransponível, mas ai vem um AMIGO e convence você de que tudo é uma fase, poderes mágicos esse negocio de AMIZADE né?
Certo dia um AMIGO claro me ajudando a resolver um problemão comentou dentro da sua velocidade impressa pelo correr atrás de tudo, ele falou:
----- O cara tendo um AMIGO médico, um AMIGO advogado e um AMIGO no banco tem tudo na vida, a reflexão tem muito sentido dentro das variantes da vida prática.
Mas para mim basta ser e ter um AMIGO, pronto!
Sem essa de papo meloso, o que me levou a mais este relato, foi me valendo da prolixidade em relação a frase que termina o filme:
“Deus nos dá familiares. Graças a Deus podemos escolher os amigos”
Ficha Técnica do Filme Mary and Max.
Direção: Adam Elliot
Roteiro: Adam Elliot
Elenco: Vozes na versão original de Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries
Trilha Sonora: Dale Cornelius
Produção: Mark Gooder, Paul Hardart, Tom Hardart, Bryce Menzies, Jonathan Page
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Gaumont
Gênero: Animação
Duração: 92 minutos
País: Austrália
Ano: 2009
COTAÇÃO: MAIS DO QUE EXCELENTE
23 de agosto de 2010
Horaro eleitorau gratis
Hoje vendo e ouvindo(diga-se de passagem que em alguns casos tive que colocar o ouvido bem próximo da TV para poder crer no que ouvia) o horário eleitoral gratuito, já que não tinha escolha de como e para onde mudar o canal, comecei a perceber a dicção e a verborreia que os futuros representantes dos interesses pessoais e coletivos da sociedade começam a falar.
Aí vem o festival de absurdos tipo:
Luizianne Lins (ainda bem que não votei nela, e nem vou votar na mãe dela) falando ANTOIU, e quase que 90% dos outros falando a expressão CANIDATO, me contorcia de vergonha e minha descrença aumentava a cada CANIDATURA que me era oralizada.
E pasmem que a proposta que mais me convenceu e que pelo menos eu já decidi em quem votar foi a proposta da Ex Miss Ceará Vanessa Vidal que por incrível que pareça é MUDA e não incorreu no deslize de "falar" CANIDATA, eu a vi, a ouvi, li e decidi que ao que falta a ela de audição, falta aos outros de conteúdo.
22 de agosto de 2010
Bisbilhotice que rima com idiotices
Olhando um álbum virtual de uma amigo que agora está morando na Tchecoslováquia, o vi literalmente bem nas fotos ao lado do seu "com sorte", cá estou eu me repetindo nos termos, tá na cara que estou em crise com este termo e seu significados e significantes reais e literais, pois bem...
Voltemos aos países longínquos, então tive a súbita inveja de querer estar lá, não sei ao certo se vivendo a vida dele, ou vivendo como ele, não sei, mas me veio aquela inveja que não é a inveja dos maldosos, a inveja dos destruidores, mas aquela frase: Por que não eu? ou até... Bem que poderia ser eu!
Já disse e repito para que aqui fique documentado de uma forma ou de outra, que me sinto por demais expelido pela minha terra, assim como se diz na piada de péssimo gosto, como se fosse parido a fórceps por um peido, sim me sinto um produto abortivo nessa e dessa terra.
E durante o instante inveja que não é a má, repito para que não me julguem e se caso aconteça algo a este amigo o qual tenho como modelo e referencia, agora não digam que foram as minhas palavras e pensamentos. Muito pelo contrario, o admiro muito sou feliz por ele e por suas conquistas, mas volto a velha prancheta dos desenhos que elaboram os desejos de que como no título do filme... Que dias melhores virão, e se for o caso q seja fora e ou bem longe daqui.
Sei também que não sou o único com esta sensação de despatriamento nos pés, não sou um deslumbrado com a metrópole (no caso falo de São Paulo, pois toda vez que retorno de lá, fico deprimidíssimo, digo toda vez que volto de lá por que desde que em 2007, passei um mês vivendo lá que prometi a mim mesmo que iria pelo menos uma vez por ano a esta cidade que me acolheu, mesmo que como turista, artista sei lá o que!).
Tenho vontades mil de ir embora mesmo que seja só pela imaginação, até por que é a única que me permite ainda a muitas coisas, ultimamente tenho sentido muita vontade de criar, sonhei com um espetáculo inteiro outro dia, me via dirigindo eu mesmo em cena e pra variar um palhaço novo a cada cena, mas também sei que algo me bloqueia e algo que vai alem de não ter dinheiro para que minimamente torne meu trabalho criativo que para mim é tão rico, seja e tenha algum valor, to cansado de adaptar ideias grandiosas com orçamentos curtos, sinto que pedaços de mim são arrancados por uma guilhotina cheia de cédulas estampadas em seu gume.
Se me perguntarem atualmente o que me faz a cabeça ou que me tira do sério, responderei envergonhado que é com certeza o aluguel, poderia mentir, dizendo, que seria uma mulher, uma musa, um homem, um amor, um carro, uma viagem (nem isso pude me dar ainda, um breve retorno a São Paulo, e sei que se esta promessa pessoal que me fiz, for descumprida, terá o resultado igual a todas as outras que já quebrei, me dou mal sempre) e até este pequeno luxo de fazer esta viagem com cara de férias de burguesinho ainda esta distante, tanto pela grana, quanto pelo tempo e oportunidade.
Tenho aulas, tenho grupo de pesquisa, tenho compromissos, família, amigos etc etc etc...
A real realidade é que já constatei que me prendo a esses motivos muito mais do que eles merecem, na justificativa fraca e inconsistente de que são meus COMPROMISSOS e aí a minha conduta coerente me cobra medidas drásticas, me colocar sempre em segundo plano desta cadeia alimentar.
Aí vão-se os planos, as possibilidades, as alegrias, a tolices e o supérfluo, sim por que eu mereço isso nem que seja no lugar da roupa nova de natal e ano novo.
Voltemos aos países longínquos, então tive a súbita inveja de querer estar lá, não sei ao certo se vivendo a vida dele, ou vivendo como ele, não sei, mas me veio aquela inveja que não é a inveja dos maldosos, a inveja dos destruidores, mas aquela frase: Por que não eu? ou até... Bem que poderia ser eu!
Já disse e repito para que aqui fique documentado de uma forma ou de outra, que me sinto por demais expelido pela minha terra, assim como se diz na piada de péssimo gosto, como se fosse parido a fórceps por um peido, sim me sinto um produto abortivo nessa e dessa terra.
E durante o instante inveja que não é a má, repito para que não me julguem e se caso aconteça algo a este amigo o qual tenho como modelo e referencia, agora não digam que foram as minhas palavras e pensamentos. Muito pelo contrario, o admiro muito sou feliz por ele e por suas conquistas, mas volto a velha prancheta dos desenhos que elaboram os desejos de que como no título do filme... Que dias melhores virão, e se for o caso q seja fora e ou bem longe daqui.
Sei também que não sou o único com esta sensação de despatriamento nos pés, não sou um deslumbrado com a metrópole (no caso falo de São Paulo, pois toda vez que retorno de lá, fico deprimidíssimo, digo toda vez que volto de lá por que desde que em 2007, passei um mês vivendo lá que prometi a mim mesmo que iria pelo menos uma vez por ano a esta cidade que me acolheu, mesmo que como turista, artista sei lá o que!).
Tenho vontades mil de ir embora mesmo que seja só pela imaginação, até por que é a única que me permite ainda a muitas coisas, ultimamente tenho sentido muita vontade de criar, sonhei com um espetáculo inteiro outro dia, me via dirigindo eu mesmo em cena e pra variar um palhaço novo a cada cena, mas também sei que algo me bloqueia e algo que vai alem de não ter dinheiro para que minimamente torne meu trabalho criativo que para mim é tão rico, seja e tenha algum valor, to cansado de adaptar ideias grandiosas com orçamentos curtos, sinto que pedaços de mim são arrancados por uma guilhotina cheia de cédulas estampadas em seu gume.
Se me perguntarem atualmente o que me faz a cabeça ou que me tira do sério, responderei envergonhado que é com certeza o aluguel, poderia mentir, dizendo, que seria uma mulher, uma musa, um homem, um amor, um carro, uma viagem (nem isso pude me dar ainda, um breve retorno a São Paulo, e sei que se esta promessa pessoal que me fiz, for descumprida, terá o resultado igual a todas as outras que já quebrei, me dou mal sempre) e até este pequeno luxo de fazer esta viagem com cara de férias de burguesinho ainda esta distante, tanto pela grana, quanto pelo tempo e oportunidade.
Tenho aulas, tenho grupo de pesquisa, tenho compromissos, família, amigos etc etc etc...
A real realidade é que já constatei que me prendo a esses motivos muito mais do que eles merecem, na justificativa fraca e inconsistente de que são meus COMPROMISSOS e aí a minha conduta coerente me cobra medidas drásticas, me colocar sempre em segundo plano desta cadeia alimentar.
Aí vão-se os planos, as possibilidades, as alegrias, a tolices e o supérfluo, sim por que eu mereço isso nem que seja no lugar da roupa nova de natal e ano novo.
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